Em nota divulgada no início da noite, o Copom explicou que, "avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, decidiu, por unanimidade, elevar a taxa, sem viés". Desta vez, o Copom não citou a necessidade de manutenção do processo de elevação da taxa por "horizonte prolongado", como constava em notas anteriores.
A alta de 0,25 ponto percentual já era esperada, segundo a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Para a entidade, a decisão tomada pelo Copom “aumenta a distância entre a taxa de juros praticada no Brasil e o padrão internacional”, no entanto.
Para a Fecomércio o gerenciamento atual das contas públicas compromete a oportunidade de o País crescer de forma mais acelerada. “Com os gastos correntes altos e uma política distorcida de crédito subsidiado, o peso das contas públicas recai sobre as famílias e as empresas de menor porte”, avalia a entidade. De acordo com o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, as empresas “permanecem vulneráveis a financiamentos demasiadamente custosos.”