Antes da decisão do Copom, os analistas estavam divididos nas apostas. Levantamento feito nesta terça-feira, pelo serviço AE Projeções, da Agência Estado, mostrou que, de um total de 72 instituições consultadas, 37 previam aumento de 0,25 ponto porcentual e 34 esperavam elevação de 0,5 ponto. Apenas uma instituição estimava que o BC manteria a taxa Selic inalterada em 7,5% ao ano. Numa nova pesquisa com uma amostragem dos analistas, realizada nesta quarta-feira, após divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, não houve alteração nas previsões. O próximo encontro do Copom está marcado 9 e 10 de julho.
A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação corresponde a 4,5% (centro da meta), com margem de tolerância de dois pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde julho do ano passado, o IPCA acumulado em 12 meses vem subindo. Em março, o índice acumulado chegou a 6,59% e ultrapassou o teto da meta de inflação do governo, que é 6,5%. Em abril, a inflação oficial em 12 meses recuou um pouco, para 6,49%.
