Economia

Crescimento econômico da China cai para 7% no primeiro trimestre

Premier Li Keqiang pediu para país estar preparado para "grandes dificuldades"

Premier Li Keqiang pediu para país estar preparado para grandes dificuldades
Premier Li Keqiang pediu para país estar preparado para grandes dificuldades Foto : Divulgação Xinhua / CP
O crescimento econômico da China desacelerou para 7% em ritmo anual nos três primeiros meses de 2015, informou o governo nesta quarta-feira, confirmando o estancamento persistente da segunda economia mundial.

Apesar da desaceleração, a alta do produto interno bruto chinês foi ligeiramente superior à previsão dos analistas, de 6,9%, mas ficou abaixo dos 7,3% do trimestre precedente.

"Estamos sendo confrontados com uma pressão forte contra o crescimento econômico e devemos nos preparar para grandes dificuldades", avaliou o premier Li Keqiang. Ele salientou, entretanto, que o governo deve "permanecer confiante de seu potencial econômico a longo prazo".

O economista Shen Jianguang, da corretora Mizuho, acredita que a desaceleração pode ser mais expressiva do que estes números sugerem. Ele lembrou que, em março, o último mês do primeiro trimestre, os dados de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos urbanos perderam ritmo em relação a fevereiro. "Isso demonstra uma economia ainda mais enfraquecida", disse o analista, que também mencionou reduções no volume de cargas ferroviárias e no consumo de energia elétrica.

A produção industrial cresceu 5,6% nos 12 meses encerrados em março, ante uma expectativa do mercado de alta mais acentuada, de 6,9%. As vendas no varejo e os investimentos subiram 10,2% e 13,5%, respectivamente, ante previsões também maiores, de 10,9% e 13,9%.

Entre os setores, o que mais preocupa é o mercado imobiliário, um dos principais motores da economia. Nos primeiros três meses de 2015, as vendas de moradias caíram 9,1% ante igual período de 2014, queda mais forte que a verificada em todo o ano passado, de 7,8%. Os investimentos em propriedades desaceleraram para aumento de 8,6% no primeiro trimestre, ante um crescimento de 10,4% em 2014.

Os diversos sinais de enfraquecimento da atividade elevam as pressões do mercado sobre o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), o banco central chinês, para que novas medidas de estímulo sejam adotadas. Desde novembro, dois cortes de juros foram realizados, além de reduções em taxas de depósitos compulsórios. "Mas o governo ainda tem munição para mais", afirmou o economista Brian Jackson, da consultoria IHS Global Insight. A referência dos juros está em 5,35%, enquanto o compulsório bancário está em 19,5%. Com informações da Dow Jones Newswires

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