A economia brasileira está crescendo de forma moderada, segundo avaliação do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que concedeu nesta quinta-feira entrevista coletiva para a imprensa internacional por meio de teleconferência. Ontem, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) mostrou queda de 0,26% em junho em relação a maio. No segundo trimestre, em relação ao período anterior, a alta foi apenas 0,69%, o que mostra desaceleração da atividade econômica.
Segundo Tombini, a moderação está em linha com o que foi previsto pelo BC e informado à sociedade e ao mercado financeiro. Para ele, o índice reflete o resultado das elevações da taxa básica de juros (Selic) este ano e das ações relacionadas às políticas de crédito e fiscal.
Na entrevista à imprensa internacional, Tombini também informou que há redução no ritmo de expansão do crédito no país e do mercado de trabalho. Ele reafirmou que a inflação no Brasil, em 2012, irá convergir para o centro da meta fixada pelo governo (4,5%), como resultado da ação da política econômica. O presidente do BC também informou que, com base nas expectativas de mercado, a inflação não deve superar o teto da meta (6,5%) este ano.
Para o presidente da autoridade monetária, o Brasil está preparado para enfrentar uma possível piora do cenário econômico internacional. Ele destacou que o sistema financeiro brasileiro é sólido e o país conta com reservas internacionais elevadas e depósitos compulsórios. Além disso, na avaliação dele, o mercado doméstico, importante no enfrentamento da crise financeira de 2008, segue forte. E garantiu que a situação fiscal do Brasil melhorou de 2008 para cá.
Crescimento menor da economia "está em linha" com as expectativas do BC, diz Tombini
Presidente do BC afirmou que Brasil está preparado para enfrentar uma possível piora do cenário econômico internacional