A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) reforça o compromisso com a valorização energética de resíduos e a descarbonização da economia por meio de iniciativas inovadoras que transformam passivos ambientais em soluções sustentáveis.
Para isso, a empresa registrou mais um projeto no Verified Carbon Standard (VCS), um dos principais programas internacionais de certificação de redução de emissão de gases de efeito estufa. Desta vez, a Unidade de Valorização Sustentável (UVS) de Giruá foi contemplada, com potencial para gerar 65 mil créditos de carbono anuais, o equivalente a 65 mil toneladas de metano que deixarão de ser emitidas na atmosfera.
Com essa certificação, a CRVR amplia sua capacidade para 400 mil créditos de carbono por ano em seus projetos já validados. "Essa iniciativa reforça o compromisso da empresa com soluções concretas no combate às mudanças climáticas. Transformar resíduos em energia renovável é um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuamos", afirma o diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi.
Além dos quatro projetos certificados, a empresa começou o registro do projeto de Biometano, na unidade de Minas do Leão, no mês passado. Após a conclusão do processo de registro, devem ser gerados mais 250 mil créditos de carbono desta nova tecnologia, com previsão de iniciar a operação em julho deste ano.
Por outro lado, a Biometano Sul, primeira planta de biometano de gás de aterro sanitário do estado do Rio Grande do Sul, recebeu a Licença de Operação da Fepam. Com um investimento de cerca de R$ 140 milhões e capacidade para gerar 66 mil Nm³/dia de gás natural renovável, o projeto é resultado da sociedade entre o Grupo Solví, controladora da CRVR, e da Arpoador Energia.
"Por meio deste projeto, nos próximos 15 anos, evitaremos a emissão aproximada de 1 milhão de toneladas de gases de efeito estufa, reforçando nosso compromisso para transição de uma economia de baixo carbono", destaca o diretor da Solví Energia Verde, Sergio Arosti.
O biogás que será purificado para produção de Biometano, e posteriormente comercializado, é proveniente da degradação de resíduos orgânicos do aterro da CRVR em Minas do Leão. "Seremos a única empresa com tecnologia para produção de biometano a partir de aterros no Rio Grande do Sul, solidificando ainda mais nosso papel como líder em sustentabilidade na região", enfatiza o diretor técnico da CRVR, Rafael Salamoni.
Além desta planta, uma segunda unidade está em construção na CRVR São Leopoldo, com capacidade para produzir 34 mil Nm³/dia, ampliando a operação do complexo de valorização. O diretor executivo da Arpoador, Roberto Faria, ressalta a relevância deste projeto, que contribuirá para a redução dos gases de efeito estufa. "A pauta transição energética vem sendo discutida há algum tempo, mas são iniciativas como a do biometano que tornam esta discussão realidade", refletiu.
RECONHECIMENTO NACIONAL
A Unidade de Valorização Sustentável (UVS) Minas do Leão foi premiada em 1º lugar no "Melhores do Biogás Brasil", na categoria Melhor Planta/Saneamento. O anúncio ocorreu durante o 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, realizado em abril em Bento Gonçalves, consolidando a CRVR como referência no setor.
A UVS de Minas do Leão, operada pela CRVR, representa um dos projetos mais completos de gestão integrada de resíduos e geração de energia limpa no Brasil. Com capacidade para 23 milhões de toneladas e vida útil estimada em 23 anos, a central ocupa uma área total de 129 hectares, sendo 84 hectares destinados exclusivamente à disposição ambientalmente adequada de resíduos.
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