Economia

Custo de vida da classe média sobe em setembro

Dado é da Fecomercio, que analisa preços dos produtos e serviços mais consumidos

O custo de vida da classe média ficou 0,23% mais caro em setembro, segundo estudo divulgado nesta terça-feira pela Fecomercio. Nos últimos 12 meses, o índice chegou a ficar 4,36% maior. Só neste ano, de janeiro a setembro, o aumento é de 3,13%. O levantamento analisa a variação de preços dos produtos consumidos pelas famílias com renda entre 5 e 15 salários mínimos.

Sete itens são observados: habitação, transportes, alimentação, despesas pessoais, saúde, educação e vestuário. Os preços dos alimentos continuam em queda e em setembro recuaram 0,41%.

Os principais produtos que ficaram mais baratos são o arroz (-2,50%), feijão (-4,66%), frango (-3,68%) e leite longa vida (-11,16%). No entanto, quem prefere comer em lanchonetes, restaurantes e padarias gastou mais: os preços subiram 0,66%.

Já os valores das roupas e dos calçados subiu 0,76% com a chegada das coleções de primavera-verão às vitrines. As roupas femininas subiram 1,05% e as masculinas, 0,17%. Os sapatos femininos tiveram aumento de 2,37%.

O item que mais contribuiu para o crescimento dos gastos com transporte foi o álcool. Em setembro, o combustível ficou 5,22% mais caro, apesar de vir caindo ao longo do ano. De janeiro a setembro, a queda acumulada foi de 2,27%. No último mês, o preço dos carros também variou: caíram 0,45%. Já o seguro voluntário subiu 0,66%.

No grupo de gastos com habitação, a maior alta foi a do aluguel, que ficou 33% mais caro em setembro. A energia elétrica subiu 1,1% e o gás de botijão, 5,61%. Por outro lado, artigos de limpeza, informática e telefonia, eletroeletrônicos e utilidades domésticas tiveram queda de menos de 1%.

Cuidados com a saúde ficaram mais 0,7% caros no último mês. Contando os últimos 12 anos, a elevação chega a 7,05%. Em setembro, os planos de saúde subiram 0,93%, os serviços médicos e laboratoriais, 0,67%, e remédios e produtos farmacêuticos, 0,27%.

As despesas pessoais tiveram alta de 0,17% em setembro. A elevação foi provocada pela alta das loterias, de 4,93%, já que a aposta mínima da mega-sena passar de R$ 1,75 para R$ 2. Dos itens que apresentaram queda, o destaque é para os pacotes turísticos, que continuam atrativos, com preços em média 1,63% menores. Os preços dos artigos de higiene e beleza também caíram 0,35% em média.

O grupo de educação não teve mudança significativa, apesar do aumento da mensalidade e dos materiais escolares. A variação mensal foi de 0,06%. Em 12 meses a alta do grupo foi de 6,98%.

As informações são do R7.

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