O coordenador da Comissão de Equilíbrio Concorrencial e vice-presidente de Transportes do Setcergs, Jaime Krás Borges, relatou que o Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos (Decope) da NTC & Logística apurou nos últimos 12 meses, aumento acumulado de 7,85% nos custos operacionais de transporte rodoviário de carga fracionada. O óleo diesel foi o item que mais pesou para o reajuste. O litro subiu, em média, 17,27% na bomba. Os insumos que também colaboraram para esse aumento foram os salários de motoristas e ajudantes, com aumento acumulado de 10,22% e 10,23% respectivamente, as despesas administrativas (exceto salários), com 5,67%; salários administrativos, com 10,12%; pneus, com 12,7%; veículos, com 6,87%; seguros, com 6,07% e recapagem, com 3,77%.
Já uma pesquisa realizada pelo Decope junto às empresas de transporte de carga fracionada identificou defasagem de frete na ordem de 5,78% no ano de 2013, que é a diferença entre o frete efetivamente praticado e o custo necessário para remunerar a atividade. Isso porque no ano passado as empresas não obtiveram êxito na renegociação dos acordos de preços com os clientes, principalmente pela diminuição do ritmo da atividade econômica nacional.