Falhas de divulgação ou de prestação de informações obrigatórias são o tipo de irregularidade mais frequente entre os 314 processos instaurados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionados ao Banco Master, Reag e entidades conexas. O segundo tipo mais frequente são as falhas de conformidade e controles internos.
As informações são parte do relatório do Grupo de Trabalho do Banco Master, Reag e Entidades Conexas (GT), apresentado ao Comitê de Governança e Gestão de Riscos (CGR) nesta segunda-feira, 2.
"Essas duas categorias, em conjunto, apontam para deficiências estruturais e sistêmicas na transparência e na governança das entidades de alguma forma ligadas ao grupo Master. Nesse universo, estão incluídas condutas com diferentes níveis de impacto - desde atrasos no envio de informações periódicas e inconsistências cadastrais até omissões informacionais graves associadas a operações de maior complexidade e com maior impacto sobre investidores", disse a reguladora em comunicado.
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"Completam o quadro das infrações mais frequentes aquelas relacionadas ao descumprimento de deveres fiduciários, a falhas no tratamento de conflito de interesses e ao descumprimento de outras normas de fundos de investimento", disse a CVM em comunicado.
De acordo com a reguladora, foram também identificados indícios de insider trading, fraude contra investidores e manipulação de mercado. "Ainda que menos frequentes em termos absolutos, essas condutas revestem-se de particular seriedade."