Economia

Dólar fecha em queda, valendo R$ 1,8380

Recuo da moeda norte-americana no exterior e fluxo cambial positivo no País pesaram na formação de preço

O dólar no mercado brasileiro fechou em queda hoje, após acumular alta de 1,37% nas duas sessões anteriores. O recuo da moeda norte-americana no exterior e o fluxo cambial positivo no País pesaram na formação de preço da divisa em relação ao real. O dólar à vista terminou com baixas de 0,86%, a R$ 1,8380 no balcão, e de 0,65%, para R$ 1,8406 na BM&F. O giro financeiro registrado em D+2 somava cerca de US$ 2 bilhões por volta das 16 horas, informou uma corretora.

Para o sócio-diretor da Pionner Corretora, João Medeiros, o comportamento do câmbio carrega impactos de algumas variáveis combinadas. Entre as quais, ele destacou o robusto superávit da balança comercial em 2011, de US$ 29,790 bilhões (47,8% maior que em 2010), apesar do déficit de US$ 105 milhões registrado na primeira semana de janeiro; o efeito prático e psicológico favorável das captações no total de US$ 1,750 bilhão fechadas pela Vale (US$ 1 bilhão) e pelo Bradesco (US$ 750 milhões) na semana passada, após a emissão soberana de US$ 825 milhões do Tesouro com a menor taxa de retorno da história para emissões em dólar; expectativas de novos fluxos corporativos, uma vez que Banco do Brasil e Petrobras poderiam fechar captações no curto prazo, segundo comenta-se no mercado; a própria mudança de posicionamento dos bancos para vendidos em dólar no fim de dezembro, em cerca de US$ 1,75 bilhão; além do patamar depreciado do euro, que atraiu algumas compras no dia após seu preço testar novamente o nível de US$ 1,26 - menor desde setembro de 2010.

Hoje, o mercado monitorou sem muito entusiasmo a reunião entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozi. Após o encontro, Merkel disse estar otimista de que a Europa poderá assinar seu pacto fiscal no fim deste mês. Sarkozy, por sua vez, alertou que a situação na Europa é muito tensa e os problemas relacionados à crise de dívida da zona do euro ainda não estão resolvidos.

Com a falta de solução objetiva para a crise europeia, os investidores continuam arredios aos ativos da zona do euro, com exceção dos títulos da Suíça, Holanda e Alemanha. Neste caso, hoje, os papéis alemães registraram yields negativos em um leilão primário pela primeira vez na história, em contraste com os yields pagos pelas notas do Tesouro da França, que subiram hoje em relação ao leilão anterior.


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