Dólar fecha praticamente estável com pressões do exterior

Dólar fecha praticamente estável com pressões do exterior

Bolsa caiu 1,49% com baixa de commodities

Agência Brasil

O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 5,516

publicidade

Num dia de pressões do mercado internacional, o dólar fechou praticamente estável após operar em queda durante quase toda a sessão. A bolsa de valores, que passou boa parte do dia próxima da estabilidade, não resistiu e caiu perto do fim das negociações.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 5,516, com leve recuo de 0,04%. A cotação chegou a cair para R$ 5,47 na mínima do dia, por volta de 15h30, mas a instabilidade nos mercados externos fez a moeda devolver a baixa nos 90 minutos finais de sessão.

Apesar da estabilidade de hoje, o real teve um dos melhores desempenhos entre as moedas de países emergentes. O mercado continua reagindo à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) para 2,75% ao ano e indicar uma elevação para 3,5% ao ano na próxima reunião, em maio. Juros mais altos atraem capitais para economias emergentes, como o Brasil.

No mercado de ações, o dia foi marcado pelas perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 113.262 pontos, com recuo de 1,49%. Esse foi o segundo pregão seguido de queda no indicador.

O dia foi marcado pela volatilidade no mercado internacional. A extensão do lockdown na Alemanha até meados de abril e a expectativa de que o governo da França anuncie medidas semelhantes nos próximos dias deve impactar as previsões de recuperação da economia global neste ano. Isso levou à queda no preço internacional das commodities, afetando países emergentes.

Nos Estados Unidos, as bolsas caíram, apesar da redução das taxas dos títulos do Tesouro norte-americano também terem recuado nesta terça-feira. Em audiência no Congresso, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, defendeu possíveis aumento de impostos para custear investimentos em infraestrutura na maior economia do planeta, também provocando impacto no mercado financeiro.

Veja Também


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895