Nessa segunda, a moeda fechou na maior cotação desde 30 de abril de 2009, a R$ 2,148, com alta de 0,56%. O dólar inverteu a tendência de alta somente após o segundo segundo leilão do dia do BC e dos rumores de que Dilma e Mantega estariam discutindo uma nova redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Leilões
Entre 10h50min e 10h55min, o BC realizou um primeiro leilão de swap cambial atrelado à Selic (taxa básica de juros). O leilão equivale à venda de dólares no mercado futuro. Foram vendidos 25 mil contratos de swap cambial com dois vencimentos (agosto e setembro), totalizando US$ 1,247 bilhão. A oferta inicial havia sido de 40 mil contratos.
Mesmo com a primeira entrada do BC no mercado de câmbio, o dólar manteve o viés de alta e o BC anunciou um segundo leilão de até 40 mil contratos às 11h23min. Foram vendidos 25 mil contratos, no valor de US$ 997 milhões.
O swap cambial é uma troca oferecida pelo Banco Central aos investidores por meio da venda de contratos em leilões no mercado. No swap cambial tradicional, o Banco Central oferece ao investidor receber remuneração em juro, em troca da remuneração em dólar. Como nos contratos de swap cada uma das pontas se compromete a pagar a oscilação de uma taxa, se a variação do juro for maior que a do câmbio no período de vigência do contrato, o investidor receberá mais do que precisará pagar.
Mesmo com as duas intervenções do Banco Central ontem, algo que ocorreu a primeira vez neste ano, a moeda americana fechou a segunda-feira em seu maior patamar em relação ao real em quatro anos. A Standard & Poor’s elevou a perspectiva de rating dos Estados Unidos de negativa para estável, colocando mais pressão não apenas sobre o real, mas sobre todas as moedas, principalmente de países emergentes.