No fechamento, o dólar à vista caiu 0,73%, para R$ 1,780 no balcão, após subir 1,82% nas duas sessões anteriores. A mínima intradia registrada por volta do meio-dia foi de R$ 1,7670 (-1,45%). Na semana, porém, a divisa apurou ganho de 2,77%. Em outubro, a queda acumulada é de 5,32%. No ano, a valorização é de 6,97% em relação ao real. Na BM&F, o dólar pronto terminou com recuo de 0,47%, a R$ 1,7765.
Segundo operadores de câmbio, o comportamento volátil do dólar novembro de 2011 já pode estar refletindo um certo arrefecimento do entusiasmo inicial dos investidores com as notícias sobre as negociações europeias. Isso porque noticiou-se à tarde que o comitê de orçamento do parlamento da Alemanha aprovou hoje uma resolução para impedir a chanceler do país, Angela Merkel, de aceitar qualquer acordo que transforme a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) num banco capaz de tomar empréstimos do Banco Central Europeu (BCE).
As declarações sobre fluxo de investimentos feitas hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após participar de aula inaugural do curso de pós-graduação da Faculdade de Campinas (Facamp), não fizeram preço no mercado de câmbio. Mantega reafirmou que o País está preparado para enfrentar um aprofundamento da crise, já que dispõe de "algo que falta no resto do mundo, demanda". Por conta disso, "o País tomou algumas medidas e continuará tomando medidas", afirmou. "Sem medidas no câmbio, o dólar estaria abaixo de R$ 1,30." O ministro também repetiu que o mundo passa por uma guerra cambial, o que ajuda na manipulação do comércio.