Em reação aos números, os índices das Bolsas de Nova York também migraram para o terreno positivo, mas o bom humor não conseguiu permanecer no mercado. No mesmo horário, a Dow Jones cai 0,33% e a Nasdaq recua 1,59%.
Na Europa, o clima é tenso. Líderes da União Europeia reúnem-se hoje para discutir uma ação coordenada. A bolsa de Londres recua 1,07%. Na Alemanha, a queda é de 0,93%. Em Milão, porém, havia alta de 1,07%. Em Paris, a bolsa subia 1,22%. Mais cedo, as bolsas asiáticas fecharam em forte queda, batendo recordes de baixa. No Japão, o principal índice recuou 3,4%.
Entenda o temor dos investidores
Há dois fatores por trás do comportamento dos investidores: o risco de que grandes países da Europa, como Itália e Espanha, não consigam honrar suas dívidas, e o temor de que a economia dos Estados Unidos, responsável por cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) global , volte a entrar em recessão.
Esse último receio ganhou força após o acordo entre democratas e republicanos para elevar o teto da dívida americana. O governo de Barack Obama será obrigado a cortar despesas, medida que tende a tirar ainda mais combustível da atividade econômica.
Embora a realidade do Brasil seja totalmente distinta - a situação fiscal é confortável se comparada à maioria dos países desenvolvidos e a expansão econômica estimada para este ano esteja em 4% -, os ativos brasileiros sofrem por causa da integração dos mercados no mundo globalizado.
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