Conforme o estudo, o total de ocupados é de 714 mil pessoas na Capital, enquanto 48 mil estão sem emprego. Durante o mês retrasado, o contingente de desempregados foi reduzido em 6 mil indivíduos graças ao crescimento da ocupação, que beneficiou 2 mil trabalhadores, e a saída de 4 mil trabalhadores do mercado - tanto aposentados quanto jovens.
"Confesso que foi uma surpresa, mas que se explica pela questão da renda", afirma a coordenadora da pesquisa, Ana Paula Sperotto, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). "Se a renda está maior, consequentemente a renda familiar aumenta, e isso possibilita que jovens saiam do mercado de trabalho e dediquem-se aos estudos", observa. A pesquisa não indica, no entanto, qual o percentual de jovens nesta categoria.
Os setores de serviços, com crescimento de 1% em relação a maio, e da construção civil, com 2,7%, destacaram-se positivamente, enquanto o comércio e a indústria de transformação mantiveram a redução já verificada nos meses anteriores, com índices de -0,8% e -2,1%, respectivamente. "Isso está muito ligado à qualificação. Observamos que há vagas no comércio mas as pessoas muitas vezes não estão qualificadas e não conseguem assumí-las", ressaltou Ana Paula.
A pesquisa aponta ainda que, nos últimos 12 meses, a massa de rendimentos reais aumentou em 7,8% para os ocupados e 10,2% para os assalariados. A menor taxa da história da PED foi registrada em dezembro de 2011, com índice de desemprego de 6%.