Com um número menor de vagas, maio registrou crescimento do desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre, passando de 7,1% em abril para 7,8%. É o que revelam os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta quarta-feira. O número total de desempregados em maio foi estimado em 148 mil pessoas, um acréscimo de 14 mil indivíduos em relação ao mês anterior. A redução do nível ocupacional foi de 12 mil pessoas enquanto o ingresso no mercado de trabalho atingiu duas mil.
Os números negativos servem de alerta, segundo o diretor-técnico da FGTAS, Pedro Francisco da Silva Filho. Ele destacou a importância da pesquisa para compreender o cenário do mercado de trabalho e desenvolver soluções que evitem a deterioração. “Reconhecemos a necessidade de produzir conhecimento para reorientar políticas públicas porque percebemos perspectivas pouco alentadoras”, assinalou.
Para o pesquisador da FEE, economista Raul Bastos, apesar de o emprego enfrentar dificuldades na conjuntura, as taxas atuais ainda estão em níveis razoáveis. “Se olharmos para a série histórica da pesquisa, percebemos momentos bem mais críticos. Em 1999, neste mesmo mês, registramos uma taxa de desemprego de 19%. Então há deterioração, mas longe de índices mais graves”, reflete.
Os números apresentados pela pesquisadora da FGTAS Michele Bohnert destacam ainda a análise dos principais setores da atividade econômica. Houve retração do nível ocupacional no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-3,7%) e em menor medida na construção (-0,9%). Já na indústria de transformação foi observado aumento do nível ocupacional (1,0%) e estabilidade no setor de serviços (0,1%).
Desemprego aumenta para 7,8% na Região Metropolitana em maio, aponta FEE
Número total de pessoas sem trabalho foi estimado em 148 mil pessoas