De acordo com a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Paula Sperotto, a previsão é de que o ano feche com a menor taxa da série histórica, que começou a ser feita em 1992. “Ao longo dos 11 primeiros meses, e sem a previsão de algum acontecimento que modifique a tendência, a taxa de desemprego sempre ficou abaixo dos percentuais registrados em 2012”, explicou a economista.
Um dos destaques de novembro em relação ao mercado de trabalho foi a variação positiva de empregados de 0,3%, que representa 6 mil trabalhadores. Entre os principais setores da economia, destaque para o segmento de serviços, que ampliou em 2 mil o número de empregados – a indústria de transformação, com mais mil, e o comércio, também com mil novos profissionais.
O alerta ficou com a redução na ocupação da construção civil, o que, segundo a economista, se dá por vários fatores, entre eles, o desaquecimento do setor e a média salarial que também influencia na redução de ocupação. Na análise feita nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, foi possível verificar uma queda no desemprego.
O índice passou de 7,6% para 7,4% de outubro para novembro. As maiores reduções foram em Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. Além de Porto Alegre, o desemprego ficou estável também em Salvador e São Paulo. O rendimento médio real nas regiões cresceu 1,6% nos ocupados e 0,6% nos assalariados.