Pelo sexto mês consecutivo a taxa de desemprego em Porto Alegre e na Região Metropolitana teve alta e, em agosto, chegou a 9,7%. Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego foram divulgados nesta quarta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Em janeiro o índice era de 5,8% e as projeções não indicam que haverá reversão desse cenário nos próximos 12 meses.
Segundo a pesquisa, em agosto mais 5 mil pessoas ficaram desempregadas, totalizando 184 mil profissionais. A situação foi amenizada pela saída de outros 7 mil trabalhadores. O alerta é ainda maior porque houve também queda nos rendimentos de quem tem trabalho, sendo que uma das justificativas é o aumento da inflação.
Nesta mesma linha, houve fechamento de vagas nos segmentos de serviços. De acordo com a economista da FEE, Iracema Castelo Branco, com a redução dos rendimentos, a população tende a cortar gastos especialmente de serviços. Neste momento, a recomendação é de que os trabalhadores tentem manter os seus empregos, uma vez que a abertura de vagas só deverá se dar após a retomada do crescimento da economia, tanto nacional como estadual. A situação, porém, deverá ser parcialmente amenizada nos últimos anos, quando há um aquecimento da economia em função das festas de final de ano.
Dentro desse panorama de crise, a Fundação Gaúcha de Trabalho e Ação Social (FGTAS) promoverá no dia 16 de outubro o "EmpregarRS”, uma espécie de mutirão que buscará aproximar empregadores e trabalhadores, facilitando o preenchimento de vagas de trabalho. A ação deverá ocorrer em cerca de 90 municípios. “ Os dados não são animadores. Assim como foi o sucesso do Dia D - voltado aos profissionais com deficiência, na semana passada, vamos unir esforços para tentar amenizar essa situação”, afirmou o presidente da FGTAS, Juarez Santinon
Desemprego em Porto Alegre tem alta pelo sexto mês seguido
Taxa de desocupação ficou em 9,7% em agosto, aponta FEE