A coordenadora do PED no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Paula Sperotto, lembrou que a partir de agora os dados serão divulgados mensalmente, com base no convênio que foi renovado entre o Dieese e a Prefeitura. Em relação à pesquisa, ela ressaltou que a pequena elevação é comum neste período do ano, que está relacionada com o aumento no número de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho, superando a média normal.
Em comparação com as taxas de desemprego das outras capitais pesquisadas, em abril Porto Alegre teve a segunda menor taxa, ficando atrás apenas de Belo Horizonte, que apresentou índice de 4,4%. Esse desempenho repete o comportamento entre as regiões Metropolitanas, em que a Capital gaúcha fica também na segunda colocação.
Já a indústria e o segmento de serviços apresentaram crescimento de quatro mil vagas cada. Também tiveram alta a construção civil e os empregos na área de domésticos. Sobre as divisões de segmentos, o único setor que teve comportamento negativo foi o comércio, com menos seis mil vagas. Na pesquisa, em março os rendimentos dos trabalhadores tiveram variação positiva. Em relação aos ocupados foi de 2,7% (que passou para R$ 1.835) e nos assalariados de 4,4% (R$ 1.850).