O contingente de desempregados em agosto foi estimado em 145 mil pessoas, 2 mil a menos do que no mês anterior. Esse resultado ocorreu pela saída de 5 mil pessoas da força de trabalho, conjuntamente ao decréscimo de 3 mil pessoas no contingente de ocupados. A taxa de participação, no período, passou de 57,6% para 57,3%.
O nível ocupacional apresentou relativa estabilidade (-0,2%). O total de ocupados foi estimado em 1.954 mil indivíduos, 3 mil a menos do que no mês anterior. Quanto aos principais setores de atividade econômica analisados, constatou-se retração do nível ocupacional na indústria de transformação (-3,5%), com a diminuição de 12 mil ocupados, e na construção (-6,5%), com menos 9 mil ocupados.
Em sentido contrário, ocorreu crescimento do nível ocupacional no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (3,5%), com o aumento de 13 mil ocupados, e variação positiva no setor serviços (0,6%), com mais 7 mil ocupados.
Segundo a posição na ocupação, houve decréscimo no emprego assalariado (-0,9%, diminuição de 13 mil empregos). No âmbito do setor privado, houve retração tanto no emprego com carteira assinada (-1,4%; redução de 14 mil ocupações) quanto para os sem carteira assinada (-2,1%, menos 3 mil indivíduos). O setor público, no entanto, apresentou elevação (1,7%, mais 4 mil ocupados).
Nas outras formas de inserção, destaca-se o agregado demais posições, que engloba empregadores, profissionais universitários autônomos, donos de negócio familiar, etc, o qual registrou aumento de 5,6% (mais 10 mil ocupados), enquanto, entre os trabalhadores autônomos e o emprego doméstico, observou-se relativa estabilidade.
O rendimento médio real apresentou relativa estabilidade, sendo que, para os ocupados, ocorreu uma pequena variação negativa (-0,3%) e, para os assalariados, uma pequena variação positiva (0,2%). Destaca-se ainda que houve elevação do rendimento para os trabalhadores autônomos (1,0%), o qual mostra tendência de elevação no decorrer do ano.
Em termos monetários, esses rendimentos passaram a corresponder a R$ 1.546, R$ 1.528 e a R$ 1.422 respectivamente. A massa de rendimentos reais registrou elevação tanto para os ocupados (0,6%) quanto para os assalariados (1,6%). Em ambos os casos, o comportamento da massa de rendimentos deveu-se à elevação do emprego.
Entre agosto de 2011 e agosto de 2012, a taxa de desemprego total na região passou de 7,7% para 6,9% da População Economicamente Ativa. Em termos absolutos, o contingente de desempregados diminuiu em 15 mil pessoas. Esse resultado deveu-se ao bom desempenho do nível ocupacional, com a geração de 37 mil novas ocupações, número superior às 22 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho da região. A taxa de participação, por sua vez, passou de 57,5% para 57,3% no mesmo período.
Nos últimos 12 meses, observou-se aumento de 1,9% no nível ocupacional, variação inferior à do mesmo mês do ano anterior, nessa base de comparação. Tal resultado deveu-se exclusivamente ao crescimento das ocupações no setor serviços (53 mil pessoas), já que houve diminuição do contingente ocupado nos demais setores de atividade.
De acordo com a posição na ocupação, nos últimos 12 meses o crescimento do contingente de ocupados deveu-se à incorporação de 16 mil assalariados, com destaque para o setor público, no qual se registrou um incremento de 12 mil pessoas. No setor privado, o acréscimo de 4 mil assalariados resultou da absorção de mais 3 mil empregos sem carteira assinada e 1 mil com carteira.
Também se registrou elevação no agregado demais posições (15 mil postos) e no contingente de autônomos (8 mil), ao passo que houve redução de 2 mil pessoas entre os empregados domésticos. Entre julho de 2011 e julho de 2012, o rendimento médio real elevou-se em 1,1% para o total dos ocupados e em 1,9% para o segmento dos assalariados.
Entre os autônomos, o incremento do rendimento médio real foi de 6,3%, no período. Nesse mesmo período, a massa de rendimentos reais aumentou 4,3% para os ocupados e 4,9% para os assalariados. Em ambos os casos, esse resultado deveu-se, principalmente, ao crescimento do emprego e, secundariamente, à elevação do rendimento médio real.
No País, após quatro meses consecutivos em que a taxa de desemprego manteve-se estável, o indicador cresceu, passando de 10,7%, em julho, para 11,1%, em agosto, em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal.