Economia

Desemprego na região Metropolitana cai para 6,3% em novembro

Número total de desocupados foi de 117 mil no mês passado

O desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre baixou de 6,5% em outubro para 6,3% em novembro. “O nível ocupacional de 9 mil postos foi superior ao incremento de 6 mil no mercado de trabalho”, explicou uma das supervisoras da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), Jaqueline Santos. A pesquisa foi feita em uma parceria com a Fundação de Economia Estatística (FEE), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (Fgtas), onde houve reunião nesta quinta-feira, em Porto Alegre, para divulgação do dados. O número total de indivíduos sem ocupação foi de 117 mil no mês passado, 3 mil a menos do que no período anterior.

O nível ocupacional cresceu na indústria de transformação, com mais 5 mil pessoas, representando variação de 1,7%. O setor de construção contratou mais 3 mil (2,4%). Já o comércio, reparação de veículos, automotores e motocicletas teve relativa estabilidade (0,3%), com 1 mil ocupados. Os serviços tiveram queda de 2 mil trabalhadores (-0,2%).

O emprego assalariado teve estabilidade, variando 0,2%, com mais 2 mil empregos. No setor privado, também houve estabilidade nas vagas assalariadas com carteira assinada e decréscimo das sem carteira assinada (-2%). A pesquisa mostrou aumentou de 3,3% de autônomos, 8 mil a mais ocupados. Para Jaqueline, como a taxa de ocupação diminuiu, os trabalhadores podem ter migrado para esse tipo de emprego.

Na comparação com os últimos 12 meses, a taxa de desemprego aumentou levemente, de 6,2% para 6,3%. O índice de desemprego aberto também: de 5,3% para 5,4%.O resultado se deveu à saída de 37 mil pessoas do grupo de População Economicamente Ativa (PEA), mesmo da redução de ocupados.

O economista da FEE, Raul Luís Assumpção Bastos, que também participa da pesquisa, explicou que, quando o final do ano se aproxima, a tendência é de aquecimento econômico e isso influência no índice ocupacional. Como as previsões para o crescimento de 2014 são de apenas 0,5%, a redução do número de desempregados foi discreta. Para 2015, existe a possibilidade de ajustes fiscais que podem gerar impacto negativo para os trabalhadores, mas por outro lado a expectativa de crescimento deve ser de 1,3%.

O presidente da Fgtas, Rodrigo Ribas, que participou da divulgação dos números, observou que nos últimos meses, a taxa de desemprego tem ficado estável. “Contamos com a pesquisa para avançar na questão do emprego”, disse.

O rendimento médio real sofreu queda de 2,9%, entre setembro e outubro, no total de ocupados. Os trabalhadores assalariados tiveram queda de 2,7% nos vencimentos. Já os rendimentos dos autônomos aumentaram 0,9%. Em termos monetários, os valores passaram a R$ 1.776, R$ 1.737 e a R$ 1.762, respectivamente.

Na comparação entre 12 meses (outubro 2013 e outubro 2014), a retração nos rendimentos reais foi de 4,6% para o total de ocupados. Para os assalariados, a queda foi de 5,4%. Em contrapartida, houve aumento entre os autônomos de 5%.

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