Em Porto Alegre, o índice de desemprego no período é o mais baixo entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O índice de desocupação na Capital ficou em 4% em março - bem abaixo da média nacional. Há dez anos, o índice marcava 10% no mesmo mês. Já se comparado ao verificado em fevereiro deste ano, de 3,9%, houve uma leve alta.
A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é realizada também nas regiões metropolitanas do Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. A taxa em Recife passou de 6,5% para 6,8%, Salvador teve alta de 6,2% para 6,9%, em Belo Horizonte foi elevada de 4,2% para 4,6%, Rio de Janeiro subiu levemente de 4,6% para 4,7% e São Paulo caiu, de 6,5% para 6,3%.
Rendimentos
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores no País ficou em R$ 1.855,40, considerável estável a fevereiro. Regionalmente, o índice aumentou nas regiões metropolitanas de São Paulo (0,9%) e Recife (0,6%). Apresentou queda em Belo Horizonte (1,8%), Salvador (1,5%), Porto Alegre (1,5%) e no Rio de Janeiro (0,8%).
Na região Metropolitana de Porto Alegre, o rendimento médio real da população ocupada foi estimado em R$ 1.780,30 em março deste ano.
População ocupada
A população ocupada no País soma cerca de 23 milhões de pessoas e ficou estável em relação a fevereiro. No confronto com março do ano passado, verificou-se aumento de 1,2%, o que representou elevação de 276 mil ocupados em 12 meses.
Em Porto Alegre, a população ocupada de cerca de 1.931 mil pessoas em março, apresentou estabilidade no mês e no ano.
Diferenças das pesquisas do IBGE e Dieese
Assim como a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação de Economia e Estatística (FEE), através do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), também divulga um levantamento mensal sobre o desemprego no País. No entanto, as taxas apresentadas costumam ser diferentes devido aos conceitos e metodologia usados.
Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas. A PED, feita pela FEE, não engloba o número de desempregados da região metropolitana do Rio de Janeiro. Na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, não está incluída as regiões de Fortaleza e do Distrito Federal.
Divulgada ontem, o estudo da FEE mostrou que a taxa de desemprego no País passou de 10,4% em fevereiro para 11% e cresceu em todas as regiões metropolitanas analisadas. A de Porto Alegre é a mais baixa entre as sete áreas pesquisadas pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). O índice de desocupação na Capital ficou em 6,5% em março.