Economia

Desemprego se mantém estável na Região Metropolitana em julho

Taxa ficou em 10,4% no levantamento feito pela FEE, Dieese e Fgtas

Sine municipal é uma alternativa para buscar uma nova colocação no mercado
Sine municipal é uma alternativa para buscar uma nova colocação no mercado Foto : Samuel Maciel / CP Memória
Pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) apresentou relativa estabilidade ao passar de 10,3% em junho para 10,4% em julho de 2016. O número total de desempregados, em julho, foi estimado em 197 mil pessoas, 1 mil a mais em relação ao mês anterior. Os dados foram apresentados pela economista Lúcia Garcia, do Dieese. A pesquisa foi realizada em 7,5 mil domicílios em parceria pela FEE, Dieese e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (Fgtas).

Segundo Lúcia, o resultado ocorreu devido à redução do nível ocupacional (menos 7 mil) ter sido superior à saída de pessoas do mercado de trabalho (menos 6 mil). A taxa de participação passou de 53,5% para 53,2% no período em análise.

Em julho, o nível ocupacional na Região Metropolitana de Porto Alegre apresentou uma redução de 0,4%, tendo seu contingente estimado em 1.701 mil pessoas no mercado de trabalho. Com referência aos principais setores de atividade econômica analisados, foi constatado uma redução na construção civil (menos 10 mil ocupados) e nos serviços (menos 10 mil trabalhadores). Foi registrado ainda um aumento na indústria de transformação (mais 12 mil pessoas). O setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou estabilidade.

Entre maio e junho de 2016, o rendimento médio teve redução para o total de ocupados (-1,9%) e trabalhadores autônomos (-3,2%) e aumento para os assalariados (0,9%). Os rendimentos passaram a corresponder a R$ 1.963, R$ 1.704 e R$ 1.969 respectivamente.

Entre julho de 2015 e julho de 2016, a taxa de desemprego total na RMPA aumentou de 9,4% para 10,4% da população economicamente ativa. No mesmo período, a taxa de desemprego aberto apresentou elevação de 8,2% para 9,5%. Na comparação anual, o contingente de desempregados teve um acréscimo de 12 mil pessoas. Esse resultado deveu-se à redução do nível de ocupação (menos 84 mil postos de trabalho) ter sido superior à saída de pessoas do mercado de trabalho da Região (menos 72 mil).

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