Economia

Desemprego sobe para 5,2% na região Metropolitana de Porto Alegre em março

Taxa medida pelo IBGE em fevereiro era de 4,1%

A taxa de desemprego na região Metropolitana de Porto Alegre subiu para 5,2% em março, segundo pesquisa divulgada nesta quinta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa um aumento de 1,1 ponto percentual na comparação com fevereiro (4,1%) e estabilidade frente a março do ano passado (5%). O número da capital gaúcha no mês passado ficou abaixo da média nacional de 6,2%.

Dos 3.479 mil gaúchos em idade ativa na região, 55% encontravam-se ocupadas, 3%, desocupadas e 42% não economicamente ativas. A população ocupada, de cerca de 1.912 mil pessoas, apresentou estabilidade no mês e frente a março de 2011. Já o número de desocupados, com aproximadamente 105 mil pessoas, aumentou 29,6% no mês e não variou na comparação anual.

Os grupamentos de atividade mantiveram estabilidade no mês, bem como em relação a março de 2011, inclusive a Indústria, que responde por 20,6% da ocupação na região Metropolitana. O rendimento médio real da população ocupada, estimado em R$ 1.613,30 em março, apresentou aumento de 2,2% em relação a fevereiro e de 1,7 % em relação a março do ano passado.

No mês, registraram crescimento do rendimento médio real os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (3,8%), os militares ou funcionários públicos estatutários (6,4%) e os trabalhadores por conta própria (1,4%). No ano, todos os trabalhadores tiveram aumento em seus rendimentos.

Nos grupamentos de atividade, os trabalhadores na indústria e a construção tiveram redução em seus rendimentos no mês (4,3% e 5,5%, respectivamente). Os demais grupamentos registram aumento, com destaque para o comércio (6,3%) e educação, saúde, administração pública (7,2%). No ano, os
serviços prestados a empresas registraram queda em seus rendimentos (7,3%), na indústria foi verificada estabilidade e houve crescimento nos rendimentos nos demais grupamentos.

Quanto à forma de inserção no mercado de trabalho, não houve variação significativa no mês. No ano, os trabalhadores por conta própria registraram aumento de 12% no contingente (um acréscimo de 36 mil trabalhadores), nas demais formas de ocupação não foi verificada alteração significativa. Os empregados com carteira no setor privado corresponderam a 50% dos ocupados na região Metropolitana.

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