Economia

Desemprego tem leve queda na região Metropolitana

Em agosto, taxa de desocupação foi de 3,5%, ante 3,8% em julho

A taxa de desocupação na região Metropolitana de Porto Alegre em agosto foi de 3,5%, o que representa leve queda em relação a julho, quando 3,8% da população estava desempregada. Na comparação com agosto de 2011, houve diminuição de 1,7 ponto percentual, já que a taxa era de 5,2%. Os dados da Pesquisa Mensal do Emprego foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A população desocupada, com aproximadamente 69 mil pessoas, não variou na comparação mensal e diminuiu 33,1 % na comparação anual. Em agosto, havia 3.483 mil pessoas em idade ativa na região Metropolitana, o que representou estabilidade no mês e crescimento de 1,3% no ano. Das 3.483 mil pessoas em idade ativa, 54% encontravam-se ocupadas, 2% desocupadas e 44% não economicamente ativas. A população ocupada, de cerca de 1.883 mil pessoas, apresentou crescimento de 2,1% no mês e estabilidade frente a agosto do ano passado.

No mês, os grupamentos de atividade Indústria e Construção registraram aumento (6,1% e 11,6%, respectivamente), enquanto Comércio teve queda (6,4%) e os demais apresentaram estabilidade no contingente de trabalhadores. Em relação a agosto de 2011 todos os grupamentos registraram estabilidade. Estavam ocupados na Indústria, 21,2% dos trabalhadores da região Metropolitana. O Comércio empregava 19%.

Na comparação mensal, houve aumento no contingente de empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (10,5%), os demais trabalhadores não tiveram variação estatisticamente significativa em nenhuma das posições de ocupação investigadas. Em relação a agosto de 2011, o contingente de trabalhadores por conta própria aumentou 9,4%, ao passo que as demais se mantiveram sem alterações estatisticamente significativas. Em agosto, 49,8% dos trabalhadores tinham carteira de trabalho assinada, 10,4% não tinham e 17,7% trabalhavam por conta própria.

O rendimento médio real da população ocupada na região Metropolitana, estimado em R$ 1.677,10, em agosto de 2012, apresentou redução de 0,4% em relação a julho de 2012 e aumento de 1,5% em relação a agosto do ano passado. No mês, registraram queda do rendimento médio real os militares ou funcionários públicos estatutários (3,3%) e os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado (1,2%) enquanto que aqueles que tinham carteira de trabalho assinada tiveram aumento de 1,3% e os trabalhadores por conta própria
de 6,3%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, os militares ou funcionários públicos foram os únicos a apresentarem redução em sua remuneração, uma queda de 3,8%. Nos grupamentos de atividade, os trabalhadores na Construção, na Educação, Saúde e Administração Pública e Outros Serviços observaram aumento em suas remunerações de 12,8%, 1,5% e 1,6%, respectivamente, os demais tiveram queda no rendimento quando comparado com julho. Nos últimos 12 meses, somente os trabalhadores do Comércio (2,7%) e na Educação, Saúde e Administração Pública (1,3%) apresentaram queda no rendimento médio real.

Taxa de desemprego no País ficou em 5,3%

No País, a taxa de desocupação de agosto foi estimada em 5,3% para o conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas. Na comparação com julho (5,4%), não ocorreu variação estatisticamente significativa. Frente a agosto de 2011, quando a taxa foi de 6%, houve declínio de 0,7 ponto percentual. O contingente de desocupados foi estimado em 1,3 milhão de pessoas em agosto no agregado das seis regiões investigadas, apresentando estabilidade em relação ao mês anterior e queda de 10,6% frente a agosto de 2011 (menos 153 mil pessoas nessa condição, em 12 meses).

A população ocupada atingiu 23 milhões para o conjunto das seis regiões, assinalando variação de 0,7% frente ao mês de julho. No confronto com agosto do ano passado, foi verificado aumento de 1,5%, o que representou um adicional de 328 mil pessoas nesse contingente em 12 meses. O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, em agosto desse ano, foi de 11,4 milhões no agregado das regiões pesquisadas.

Este resultado não apresentou variação frente a julho, entretanto, verificou-se crescimento de 3,2% na comparação com agosto de 2011, o que representou um adicional de 356 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, apurado em agosto de 2012 em R$ 1.758,10, para o conjunto das seis regiões, aumentou 1,9% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2011 esta estimativa aumentou 2,3%. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados, estimada em 40,7 bilhões em agosto de 2012, apresentou alta de 2,3% frente a julho. Em comparação com agosto de 2011 esta estimativa cresceu 3,6%.

A pesquisa é realizada mensalmente nas regiões Metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife. Os indicadores sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho, nas suas áreas de abrangência, constituindo um indicativo ágil dos efeitos da conjuntura econômica sobre esse mercado, além de atender a outras necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do País.

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