A PNAD Contínua de novembro de 2024 a janeiro de 2025, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, mostrou que a taxa de desemprego no Brasil chegou a 6,5%, aumentando 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2024 (6,2%) e atingindo 7,2 milhões de pessoas.
Trata-se da segunda variação positiva em sequência, após o menor nível de desocupação da série histórica registrado no trimestre móvel de setembro a novembro (6,1%).
Já a taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) ficou em 15,5%, resultado considerado estável na comparação trimestral (15,4%).
A população ocupada (103,0 milhões) recuou 0,6% (menos 641 mil pessoas) no trimestre e aumentou 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) caiu para 58,2%, diminuindo 0,5 p.p. no trimestre (58,7%) e variando 0,9 p.p. no ano (57,3%).
A população subocupada por insuficiência de horas (4,7 milhões) caiu nas duas comparações: 8,3% no trimestre (menos 428 mil pessoas) e 10,8% no ano (menos 569 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,8 milhões) aumentou 1,0% (mais 640 mil pessoas) no trimestre e apresentou estabilidade no ano.
População desalentada
A população desalentada (3,2 milhões) cresceu 4,8% no trimestre (mais 147 mil pessoas) e teve redução de 10,9% (menos 389 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,8%) variou 0,1 p.p. no trimestre (2,7 p.p.) e recuou 0,4 p.p. no ano (3,2 p.p.).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 3,6% (mais 1,4 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,9 milhões) caiu no trimestre (menos 553 mil pessoas) e cresceu 3,2% (mais 436 mil pessoas) no ano.
O número de empregados no setor público (12,5 milhões) mostrou redução de 2,8% no trimestre e expansão de 2,9% (mais 352 mil pessoas) no ano.
O número de trabalhadores por conta própria (25,8 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Já o número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) diminuiu 2,4% no trimestre e mostrou estabilidade no ano.
Taxa de informalidade
A taxa de informalidade foi de 38,3% da população ocupada (ou 39,5 milhões de trabalhadores informais), contra 38,9% (ou 40,3 milhões) no trimestre encerrado em outubro e 39,0% (ou 39,2 milhões) no trimestre de novembro 2023 a janeiro de 2024.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.343) cresceu 1,4% no trimestre e 3,7% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 339,5 bilhões) ficou estável no trimestre e aumentou 6,2% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.
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A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 chegou a 110,2 milhões de pessoas, permanecendo estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2024 e crescendo 1,2% (mais 1,3 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior.
A análise da ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre de agosto a outubro de 2024 mostrou que não houve crescimento em qualquer grupamento. Ocorreu redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 170 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou menos 469 mil pessoas).