No discurso, a presidente disse que "para continuar no rumo certo, é necessário avaliar o presente para pensar o futuro, porque o mundo passa por profundas transformações". Ela citou, por exemplo, a crise financeira global de 2008, "que ainda não foi superada", as dificuldades de recuperação dos Estados Unidos, "que ainda está com crescimento muito abaixo do esperado" e a União Europeia, "que enfrenta situação dramática", como nos casos da Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha, "com consequências negativas que podem afetar inúmeras economias".
No contexto das transformações mundiais, Dilma Rousseff falou que o desempenho da América Latina, especialmente do Mercosul, é muito mais dinâmico. E frisou: "Muitos de nós têm sofrido excesso de liquidez produzido por estes países ricos, que afeta nossa competitividade e é responsável pelas pressões inflacionárias existentes".
Na avaliação da presidente, é preciso avançar em mecanismos comunitários que garantam a proteção deste bloco, ainda na presidência por tempore do Uruguai, que termina em dezembro. "Somente seremos capazes de seguir aprofundando as oportunidades que surgirão, se tivermos uma estratégia conjunta sobre a ação e o futuro do nosso bloco. No Mercosul, a prosperidade de um é a prosperidade de todos", concluiu.