"É preciso resolver as pendências e ampliar o diálogo para uma efetiva integração do setor privado. Não pode haver incompatibilidades, porque ambos perdem", disse a presidente argentina. Para ela, a única incompatibilidade entre Brasil e Argentina é o futebol. "É a única coisa que nos divide. Ainda bem que ambos ficamos fora da Copa América. Senão essa integração agora ficaria impossível", brincou.
Cristina lembrou que a inauguração da nova embaixada da Argentina no Brasil, hoje, projeto cuja pedra fundamental foi lançada pelo marido, o ex-presidente Nestor Kirchner, é um símbolo da importância do país ao Brasil. "A União também precisa ser medida por resultados. E é isso que estamos buscando agora com a integração", afirmou.
Dilma também defendeu que Brasil e Argentina adotem ações conjuntas para proteger a economia dos dois países da liquidez excessiva que valoriza artificialmente as moedas. A presidente criticou a avalanche de produtos manufaturados importados, que não encontram mercado nos países desenvolvidos e atingem os empregos e a indústria nos países em desenvolvimento, como os da América do Sul.
Dilma enfatizou que a Argentina e o Brasil estão no rumo certo, ao contrário de outras partes do mundo, que estão mergulhadas no caos, dominadas pela recessão, pelo desemprego, pelas crises financeira e fiscal e "sobretudo pela imobilidade política na resolução dos desafios que têm pela frente". Dilma também manifestou apoio à causa histórica da Argentina, na luta pela soberania das ilhas Malvinas. Cristina agradeceu.