Economia

Dilma quer estudo sobre viabilidade de carros elétricos

Anúncio foi feito junto ao de ampliação de investimentos da Renault-Nissan no Brasil

Presidente Dilma Rousseff se encontrou com Carlos Ghosn, presidente mundial do grupo Renault Nissan
Presidente Dilma Rousseff se encontrou com Carlos Ghosn, presidente mundial do grupo Renault Nissan Foto : Roberto Stuckert Filho / PR / CP
A presidente Dilma Rousseff pediu ao ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, um estudo sobre a viabilidade da participação de carros elétricos na matriz de transporte brasileira. "Ainda não há decisão de governo", disse neste sábado Mercadante, durante entrevista coletiva para anunciar investimentos da Renault-Nissan no Brasil. Ele lembrou, no entanto, que Itaipu já vem fazendo alguns estudos.

O ministro salientou que essas empresas são líderes mundiais nesse novo segmento de veículos e que a China começa a entrar forte nessa nova condução. "Nossa matriz energética é renovável e o etanol é um êxito como fonte de energia. O carro elétrico ajuda a reduzir emissões nas cidades, mas depende da fonte de energia utilizada. Quem utiliza carvão, acaba emitindo mais carbono", comparou o ministro. Ele acrescentou que o Brasil está "ampliando fortemente" sua matriz energética e eólica.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, destacou que o Brasil hoje é o quarto maior mercado consumidor de automóveis do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão. "Acredito que os investimentos são uma relação de valor recíproco: uma grande marca de um lado e do outro, a grande marca Brasil."

Anúncio de investimentos

Mais cedo, o presidente mundial da Renault/Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que as companhias pretendem dobrar a participação conjunta no mercado brasileiro até 2016, chegando a 13%. Segundo ele, as empresas têm 10% do mercado mundial, mas, no Brasil, a fatia de marcado atual é de cerca de 6,5%.

Após encontro com Dilma para anunciar investimentos na ampliação da fábrica da Renault no Paraná e a construção de uma planta da Nissan no Estado do Rio de Janeiro, Ghosn acrescentou que as companhias também pretendem aumentar o porcentual de conteúdo nacional nos veículos das duas marcas. "Nós consideramos o Brasil um dos mercados mais estratégicos em desenvolvimento de quantidade, mas também de tecnologia", afirmou o executivo.

Atualmente, a Renault tem 5,5% do mercado nacional, enquanto a Nissan possui 1%. De acordo com Ghosn, o objetivo é levar a Renault para um patamar acima de 8% e a Nissan para mais de 5%. "Pretendemos investir no desenvolvimento tecnológico não só do flex fuel, mas também de carros elétricos e híbridos. Temos liderança em termos de desenvolvimento do carro elétrico a nível mundial", concluiu.

Bookmark and Share

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio