Economia

Diminui desigualdade no mercado de trabalho entre homens e mulheres em Porto Alegre

Ambos os sexos, no entanto, tiveram crescimento no desemprego

A desigualdade no mercado de trabalho da grande Porto Alegre diminuiu entre homens e mulheres em 2015. Porém, o desemprego cresceu para ambos os sexos, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quinta-feira na Capital. A participação delas passou de 46,7% para 47,2% da População Economicamente Ativa, o que inverteu a tendência de queda registrada desde 2009.

O ingresso das mulheres no mercado foi superior ao dos homens. O aumento foi de 2%, enquanto que a taxa masculina foi de 0,7%. Mesmo assim, os homens continuam participando mais do que as mulheres do mercado de trabalho: 63,4%. A taxa de desemprego feminina cresceu 37,9% e a masculina, 55,6%. Em 2015, houve um acréscimo de 25 mil pessoas no grupo de desempregados. O total de mulheres sem trabalho chegou a 82 mil no ano passado.

A coordenadora do Núcleo de Análise Socioeconômica e Estatística da PED, Iracema Castelo Branco, explicou que a deterioração do mercado de trabalho foi mais intensa para os homens do que para as mulheres. Isso é resultado da crise econômica ter, que atinge mais intensamente os setores da indústria e da construção, onde a maioria dos trabalhadores são homens.

Apesar de a desigualdade do rendimento entre homens e mulheres ter diminuído, elas ainda ganham salários menores. Em geral, a média de rendimento dos ocupados teve redução para os homens. As mulheres ocupadas tiveram rendimento real médio de R$ 1.705 e os homens de R$ 2.136, resultado da queda de 4,4% no rendimento feminino e de 9,5% no masculino, diminuindo a desigualdade de renda entre os sexos ao menor patamar já registrado na PED-RMPA. Apesar disso, em 2015, o rendimento das mulheres equivalia a 79,8% do masculino, demonstrando a permanência da desigualdade.

“As mulheres permanecem com rendimento inferior ao dos homens em todos os setores de atividades, a menor desigualdade observada é no comércio, setor no qual as mulheres representam 43,5%”, ressaltou a estatística da FEE, Patrícia Biasoli.

Em 2015, as mulheres não foram as mais atingidas com o fechamento de postos de trabalho, mas a inserção delas diminuiu no setor público (-3,9%) e aumentou (2,3%) no emprego doméstico, após três anos de declínio.

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