O presidente do Sindicato dos Técnicos do Tesouro do Estado (AFOCEFE), Elton Nietiedt, afirmou que duas empresas gaúchas que possuem capital social de R$ 1 milhão devem mais de R$ 100 milhões em impostos. O dirigente defendeu a fiscalização preventiva e ostensiva para não deixar acumular dívidas, que no fim das contas não devem ser recuperadas pelo Tesouro Estadual. O sindicato realiza hoje, na Assembléia Legislativa, o 11º SEFAZ Debate, evento anual que aborda temas na área tributária do Rio Grande do Sul. De acordo com Nietiedt, o objetivo é discutir as distorções tributáriuas observadas no mercado de combustíveis e propor alternativas para reduzir a sonegação de tributos.
Em entrevista ao Programa Bom Dia, da Rádio Guaíba, o dirigente disse que o consumidor que usa combustível adulterado perde duas vezes: uma pelos danos que podem ocorrer em seu veículo e outra porque paga um combustível de qualidade e recebe produto inferior. Nietiedt lembrou que ao comprar combustível adulterado, vendido principalmente em postos sem bandeira, o consumidor também contribui para a sonegação de impostos.
No Estado a fraude tributária do setor chega a R$1,5 bilhões. O evento de hoje, que ocorre no Teatro Dante Barone, contará com a presença do presidente da Assembléia, Ivar Pavan e do senador e ex-ministro da fazenda, Francisco Dornelles, do PP. Durante o debate será instalada Frente parlamentar Gaúcha em Defesa dos Recutrsos do Pré-Sal. O encontro começa às 9 da manhã e vai até as 6 da tarde.
Distribuidoras de combustíveis devem R$ 100 milhões em ICMS, afirma sindicato
Adulterações de Combustíveis é tema de encontro na Assembléia