Em um e-mail enviado no domingo aos funcionários do FMI em todo o mundo, do qual a AFP obteve uma cópia, o dirigente expressa "tristeza profunda e frustração" de ter sido obrigado a renunciar ao cargo para enfrentar as acusações. "Os últimos dias foram muito dolorosos para minha família e para mim, assim como, eu sei, para todos no Fundo. Estou realmente desolado", escreveu o ex-número um do FMI na mensagem, assinada apenas com um "Dominique".
"Eu nego nos termos mais fortes possíveis as alegações que agora enfrento. Eu tenho confiança de que a verdade vai aparecer e eu serei inocentado", escreveu. "Enquanto isto, eu não posso aceitar que o Fundo – e vocês queridos colegas – tenha que compartilhar meu pesadelo pessoa. Então, tive que ir embora".
O francês foi detido no dia 14 de maio no aeroporto JFK de Nova York sob a acusação de ter tentado estuprar uma camareira no hotel Sofitel de Times Square. Strauss-Kahn está em prisão domiciliar em Nova York depois de ter sido liberado com o pagamento de fiança.