Após oscilar ao redor da estabilidade nas primeiras horas do pregão, o dólar se firmou em alta frente ao real no fim da manhã, acompanhando o avanço da moeda americana em relação a divisas emergentes, em especial latino-americanas.
Com máxima de R$ 5,1756, no início da tarde, o dólar à vista terminou o dia em alta de 0,20%, a R$ 5,1620, passando a acumular ganhos de 0,33% na semana. A moeda norte-americana exibe valorização de 1,81% em agosto, após baixa de 1,79% em julho. No ano, as perdas são de 5,96%.
Operadores não identificaram um gatilho específico para a dinâmica global do mercado de câmbio, mas ponderam que o ambiente é de cautela na véspera de discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole - um evento que pode mexer com as apostas em torno da política monetária americana.
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As taxas dos Treasuries subiram nesta quinta-feira em meio ao avanço dos preços do petróleo, que interrompeu uma sequência de três pregões de queda. Além do impasse nas negociações para a reabertura total do Estreito de Ormuz, há recrudescimento do conflito entre Rússia e Ucrânia.
O contrato do Brent para novembro fechou em alta de 1,82%, a US$ 88,52. Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY andou de lado à tarde, por volta dos 99,150 pontos.
Pela manhã, o Banco Central realizou o chamado "casadão" - operação simultânea de venda de dólares à vista com oferta de 20 mil contratos (US$ 1 bilhão) em swaps cambiais reversos, que equivalem à compra de dólar futuro. A oferta no spot foi totalmente absorvida, com aceitação de 12 propostas. Isso sugere que o BC não mirou uma demanda específica.