epidemia for além dos três países atualmente afetados pela doença. A advertência foi feita pelo Banco Mundial.
Até o momento, a febre hemorrágica deixou quase 3,5 mil mortos na África Ocidental, principalmente nos países mais afetados pela epidemia (Libéria, Guiné e Serra Leoa). O impacto econômico já é profundo nas três nações, mas poderia tornar-se "catastrófico" em um cenário no qual o vírus não seria mais que levemente contido, destaca o Banco Mundial.
Mas as repercussões poderiam ser limitadas no caso de uma ação imediata da comunidade internacional para conter a epidemia e para atenuar o medo, que pode estimular os países vizinhos a fechar as fronteiras ou a suspender o comércio. Essas medidas agravariam o impacto econômico provocado pela presença do vírus.
Segundo o Banco Mundial, a eficácia da luta contra a epidemia no Senegal e na Nigéria demonstram que o objetivo é possível se o sistema de saúde já conta com algumas capacidades e se a resposta política está "determinada". "A comunidade internacional deve encontrar meios para superar os obstáculos logísticos e transportar mais médicos e funcionários da saúde, mais leitos de hospital e mais atendimento médico e de ajuda ao desenvolvimento para deter o ebola", afirma no comunicado o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional aumentaram a ajuda aos países afetados pela epidemia.
A longo prazo, destaca a instituição, o esforço deverá ser realizado para restabelecer a confiança, para que os investidores locais e internacionais retornem aos países afetados pelo ebola.