O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. A expansão no período correspondeu a R$ 1,29 trilhão. Os dados foram divulgados nesta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, a economia brasileira havia caído 0,6%.Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a economia brasileira recuou 0,2%. No ano, o PIB acumula alta de 0,2%. Já no período de 12 meses, a taxa acumulada de crescimento é de 0,7%.
A agropecuária teve queda (-1,9%), enquanto que a indústria (1,7%) e os serviços (0,5%) cresceram no período. Todos os subsetores da indústria apresentaram variação positiva em relação ao trimestre anterior. Destaque para o crescimento de 2,2% da extrativa mineral, seguido por construção civil (1,3%), indústria de transformação (0,7%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,1%). Nos serviços, o crescimento foi puxado por transporte, armazenagem e correio (1,4%) e intermediação financeira e seguros (0,6%). As demais atividades também registraram variação positiva: atividades imobiliárias e aluguel (0,5%), comércio (0,4%), administração, saúde e educação pública (0,4%), outros serviços (0,3%) e serviços de informação (0,1%).
Pela ótica do gasto, a despesa de consumo das famílias variou negativamente (-0,3%) em relação ao trimestre anterior. Este resultado foi parcialmente contrabalançado pelo desempenho dos demais componentes da demanda interna, que registraram crescimento. Tanto a formação bruta de capital fixo (FBCF) quanto a despesa de consumo da administração pública tiveram expansão de 1,3% em relação ao segundo trimestre do ano. No que se refere ao setor externo, as exportações e as importações de bens e serviços cresceram, respectivamente, 1,0% e 2,4%.
Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou variação negativa (-0,2%) no terceiro trimestre de 2014. O valor adicionado a preços básicos variou negativamente (-0,1%) e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios caíram (-1,3%). Sob a ótica da produção, a agropecuária variou 0,3%, a indústria caiu (-1,5%) e os serviços cresceram (0,5%).
A variação da agropecuária (0,3%) pode ser explicada, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre. Apresentaram queda o café (-6,6%) e a cana de açúcar (-5,9%), enquanto cresceram a laranja (3,2%), a mandioca (10,1%), o feijão (10,9%) e o trigo (30,6%).
A indústria apresentou queda (-1,5%) em relação ao terceiro trimestre de 2013. Nesse contexto, a indústria de transformação caiu (-3,6%), influenciada pelo recuo da produção na indústria automotiva; produtos de metal; máquinas e equipamentos; metalurgia; máquinas e aparelhos elétricos; móveis e produtos de borracha e plástico. A construção civil também apresentou redução (-5,3%). Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, por sua vez,apresentou crescimento de 0,6%, puxado pelo consumo residencial de energia elétrica e o consumo de gás encanado. Já a extrativa mineral cresceu 8,2%, beneficiada tanto pelo aumento da extração de petróleo e gás natural como da extração minérios ferrosos.
O valor adicionado de serviços registrou aumento de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para intermediação financeira e seguros (3,2%), serviços imobiliários e aluguel (2,0%) e os serviços de informação (2,0%). Transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros) cresceu 1,8%, seguido por administração, saúde e educação pública (1,0%). Já no comércio (atacadista e varejista) e na atividade de outros serviços houve quedas de 1,8% e 0,6%, respectivamente.
Economia brasileira cresce 0,1% no terceiro trimestre, aponta IBGE
Dados revelam expansão de R$ 1,29 trilhão no período