“Com esse resultado é difícil que tenhamos um crescimento de 3,8% como vínhamos projetando. Não só por causa do resultado do terceiro trimestre, mas porque o IBGE revisou o resultado dos dois primeiros trimestres do ano”, disse. “Esse resultado do PIB não muda as expectativas para 2012, quando teremos um crescimento maior. Vamos trabalhar para que haja um crescimento maior. O único instrumento que não mudará é a política fiscal", completou.
O crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano, que havia sido anunciado como 1,2%, foi revisado para 0,8%. Já o do segundo trimestre passou de 0,8% para 0,7%.
O ministro ressaltou que o governo tem o controle da situação e reiterou que o Brasil está em situação bem diferente dos outros países ante a crise econômica internacional. Segundo Mantega, enquanto os outros países têm uma série de dificuldades, como a queda no consumo interno, o Brasil pode enfrentar os problemas com instrumentos para estimular o crédito e o consumo, como os anunciados na semana passada.
Mantega assegurou que, no momento, não há medidas que o governo esteja pensando em tomar para incentivar a economia. Na semana passada, no entanto, ele disse que estudava uma forma de estimular o setor têxtil. Conforme o ministro, o governo seguirá na trajetória de flexibilização do crédito e manterá o rigor fiscal. "Baratear o crédito é a principal estratégia para retomar crescimento econômico", afirmou.