Economia

“Economia brasileira precisará passar por ajustes”, afirma economista da Farsul em reunião da AHK RS

Antônio da Luz foi o palestrante convidado da reunião-almoço, que também homenageou a Stihl pelos seus 100 anos de fundação

Na visão do economista, o debate eleitoral do segundo turno também não está abordando a questão econômica de forma adequada
Na visão do economista, o debate eleitoral do segundo turno também não está abordando a questão econômica de forma adequada Foto : Lisa Roos / AHK RS / CP

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (AHK RS) promoveu nesta quinta-feira mais uma edição da tradicional reunião-almoço da entidade. O encontro contou com a participação do doutor em Economia e Desenvolvimento, economista chefe da Federação da agricultura do RS (Farsul) e CEO da assessoria econômica Agromoney, Antônio da Luz, que abordou a necessidade de ajustes fiscais na economia brasileira.

Antes da palestra, o presidente da AHK RS, o empresário Luís Fettermann Batistela, homenageou os 100 anos de fundação da Stihl. “Já tivemos três ex-presidentes da AHK RS que vieram da Stihl do Brasil, o que mostra o empenho da empresa pelo desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou Batistela.

Junto ao cônsul-geral da Alemanha no RS, Marc Bogdahn, Batistela entregou uma placa em homenagem à Stihl do Brasil. Quem recebeu a congratulação foi o vice-presidente de Administração e Finanças da empresa, Cleomar Prunzel, que já foi presidente da AHK RS. “A Stihl sempre fez questão de ter uma participação ativa na câmara”, agradeceu Prunzel.

Em sua manifestação, o cônsul-geral Bogdahn destacou o envolvimento de empresas de origem germânica no desenvolvimento do RS e também celebrou os resultados considerados positivos de exportação do RS para a Europa após o acordo entre Mercosul e União Europeia entrar em vigor, em maio deste ano.

Cônsul-geral da Alemanha no RS, Marc Bogdahn (esq.), e presidente da AHK RS, Luís Fettermann Batistela (dir.), entregaram homenagem aos 100 anos da Stihl para o vice-presidente da empresa no Brasil, Cleomar Prunzel (centro) | Foto: Lisa Roos / AHK RS / CP

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Ajustes fiscais “no amor ou na dor”

Na palestra, o economista Antônio da Luz ressaltou que, atualmente, um dos maiores problemas do país é a alta taxa de juros. Por conta disso, o entendimento dele é de que o principal desafio para o novo governo do Brasil que será eleito no próximo domingo está na necessidade de promover ajustes fiscais na economia brasileira, “seja no amor ou na dor”.

“Vamos ver uma aceleração de empresas quebrando. Vamos ver o desemprego subindo. Algo similar ao que ocorreu em 2015 e 2016. Aquilo foi um ajuste econômico na dor. É possível tirar o pé, o que seria ao juste com amor, mas isso não significa que não vá ter algum custo. Só que isso é melhor do que ter uma recessão”, explicou. Na visão do economista, o debate eleitoral do segundo turno também não está abordando a questão econômica de forma adequada.

“Não temos propostas claras. Sem me comprometer com nenhum lado, o que faria é diminuir o ritmo de crescimento do gasto para que o ajuste vá acontecendo aos poucos até chegar o momento em que a economia vai crescer e que a receita vai superar a despesa, fazendo com que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça mais que essa despesa. Com isso, as coisas vão se ajustar com o tempo, a exemplo do que fizemos em 2016”, completou.

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