Economia

Economia crescerá menos em 2014, diz ata do Copom

Segundo Comitê reajuste acumulado de energia elétrica atingirá 17,6% em 2014

Após reduzir sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em setembro, o Banco Central (BC) ponderou que as taxas de crescimento da absorção interna e do PIB se alinharam e assumiu que o ritmo de expansão da atividade doméstica será menos intenso este ano, em comparação com o de 2013. A avaliação foi feita em ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgada nesta quinta-feira. Na anterior, a expressão usada era a de que o ritmo "tende a ser menos intenso" este ano. No RTI, o BC projetou uma expansão da economia em 2014 de 0,7%.

Entretanto, na visão do Comitê, a atividade tende a entrar em trajetória de recuperação no próximo ano. "Além disso, o Comitê avalia que, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada", salientaram os diretores. Para o colegiado, o consumo tende a crescer em ritmo moderado; e os investimentos tendem a ganhar impulso. "Essas mudanças, somadas a outras ora em curso, antecipam uma composição do crescimento de médio prazo mais favorável ao crescimento potencial", escreveram os membros do Copom.

O Comitê também estima reajuste acumulado de 17,6% nos preços da energia elétrica para 2014. De forma geral, para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, o BC informou que para 2014 a variação projetada é 5,3%, ante 5,0% considerados na reunião do Copom de setembro. 

Segundo os técnicos do BC, entre outros fatores, além dos preços da energia elétrica, foram consideradas nas projeções as variações ocorridas, até setembro, nos preços da gasolina (0,1%) e do gás de bujão (2,8%), bem como hipóteses de redução de 6,4% nas tarifas de telefonia fixa. "Os itens para os quais (surgiram) mais informações foram projetados individualmente e, para os demais, as projeções se baseiam em modelos de determinação endógena de preços administrados, que consideram, entre outras variáveis, componentes sazonais, inflação de preços livres e inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP)", registra a ata.

Com base nesses modelos, os Banco Central projeta para o conjunto dos preços administrados por contratos e monitorados, variação de 6,0% em 2015 e de 4,9% em 2016, mesmos valores considerados na reunião do Comitê de setembro.

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