Após a forte queda registrada no segundo trimestre de 6,85%, o setor econômico de São Leopoldo reagiu no período seguinte, registrando aumento de 7,7%. O dado foi divulgado durante a apresentação da 26ª edição do Boletim Socioeconômico Trimestral da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL).
O economista e coordenador do Grupo de Pesquisa Competitividade e Economia Internacional da Unisinos, Marcos Tadeu Lélis, responsável pelo levantamento, apontou que a reação veio em um momento importante após a tragédia climática ocorrida em maio.
Para chegar a este percentual, segundo o economista, foram analisados a arrecadação municipal (Impostos sobre a prestação de serviços de qualquer natureza), geração de emprego formal, variação do estoque de emprego formal e exportações.
A geração de empregos formais no mesmo período, calculada a partir do saldo de admitidos menos desligados, foi de 1.161 vagas a mais. A estimativa é de que São Leopoldo empregue formalmente 54.382 pessoas.
As exportações cresceram 2,8% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2023. O município arrecadou R$ 128 milhões gerados pelos embarques principalmente de armas, munições, motores e máquinas não elétricas. Os Estados Unidos foram os principais compradores, com uma participação de 42,2% sobre o total exportado. A China ficou em segundo lugar, com 11,4% de participação. Neste período, os chineses aumentaram em 103,6% o volume de compras.
São Leopoldo tem nos serviços (56,7%) seu principal componente. A categoria de serviços é composta por atividades como: alojamento e alimentação, atividades imobiliárias e comércio. A indústria contribui com 26,5% do PIB leopoldense, o que é superior à participação da indústria no estado. De acordo com Lélis, esse resultado reflete a importância de grandes indústrias, inclusive multinacionais, que geram renda e desenvolvimento em São Leopoldo.