Economia

Economia do RS sofre impacto com protestos dos caminhoneiros

Nas indústrias, a paralisação tem prejudicado principalmente o segmento de perecíveis

Os bloqueios nas estradas seguem prejudicando as entregas e trazendo prejuízos para vários setores. Já falta cimento e peças para máquinas em obras na Serra e na Região das Missões. O presidente do Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado e da Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro, Pedro Antônio Reginato, observou que muitos insumos são trazidos do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. “Os caminhões estão parados nas estradas desde segunda-feira. Isso é lamentável e deixa todos angustiados, pois estamos começando a parar”, destacou. Contudo, avaliou a manifestação dos caminhoneiros como válida.

Ainda é possível contornar a falta de materiais, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado, Ricardo Sessegolo. Ele explicou que as empresas se voltam para outras atividades enquanto aguardam a chegada dos produtos. Sessegolo afirma que as empresas que negociam diretamente com fabricantes são as mais prejudicadas, mas ainda não há como mensurar prejuízos. Nas lojas, que trabalham com estoques, o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens de Porto Alegre, Leonardo Ely Schreiner, disse que a notícia de falta de mercadorias tem feito os clientes comprarem em maior quantidade. “O comércio está vendendo mais e isso é bom, mas pode causar falta mais para a frente”, declarou.

Nas indústrias, a paralisação dos caminhoneiros tem prejudicado principalmente o segmento de perecíveis. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, enumerou reflexos no suprimento de embalagens e peças para manufatura. Na General Motors, em Gravataí, cerca de 1,6 mil trabalhadores foram dispensados do segundo turno ontem pela falta de peças. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos local, Valcir Ascari, a empresa justificou que os materiais não estão chegando.

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