Economia

Economia gaúcha cresceu 5,6% este ano, aponta FEE

Produtos que mais contribuíram para avanço do ITAP foram agropecuária (14,2%) e arroz (29,2%)

O bom desempenho da economia brasileira e gaúcha no ano passado mantém o impacto positivo neste ano. O Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP), indicador que mensura o desempenho agregado da agropecuária, da indústria e do setor serviços do Estado, mostrou que a economia do Rio Grande do Sul cresceu 5,6% no acumulado entre janeiro e setembro. O índice, elaborado trimestralmente, vem apontando quedas sucessivas: no primeiro trimestre o ITAP foi de 7,7%, no segundo foi 5,8% e no terceiro, 3,3%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).

”Os resultados no acumulado são bons, mas mostram uma tendência de desaceleração, o que significa que a economia deverá crescer abaixo de 5%”, avaliou o economista do Núcleo de Contabilidade Social da FEE, Martinho Lazzari. Segundo ele, essa tendência leva em conta a atual conjuntura internacional e também do mercado doméstico. A crise internacional freou os mercados externos, desacelerando a indústria e o comércio. No mercado interno, a situação não muito diferente, já que no início do ano o governo também adotou medidas de contenção para superar a crise externa. Apesar desse movimento, o Estado deverá crescer acima da média brasileira em função dos bons resultados da safra de fumo, arroz e soja.

Os produtos que mais contribuíram para o crescimento do ITAP no acumulado foram agropecuária (14,2%), arroz (29,2%), soja (13,7%) e fumo (45%), no segmento da agricultura. Na indústria de transformação, os resultados positivos foram liderados pelo segmento de máquinas e equipamentos (9,4%), fumo (17,4%), alimentos (4,7%) e veículos automotores (3,5%). Em compensação, metalurgia básica caiu 6,7%, borracha e plástico retraiu 7,3% e calçados e artigos de couro, 3,1%. Serviços tiveram crescimento de 5,3% e comércio 8,5%. Para 2012, o economista prefere não arriscar prognósticos pelas oscilações atuais dos mercados, mas a forte tendência de manutenção da desaceleração das economias.

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