”Os resultados no acumulado são bons, mas mostram uma tendência de desaceleração, o que significa que a economia deverá crescer abaixo de 5%”, avaliou o economista do Núcleo de Contabilidade Social da FEE, Martinho Lazzari. Segundo ele, essa tendência leva em conta a atual conjuntura internacional e também do mercado doméstico. A crise internacional freou os mercados externos, desacelerando a indústria e o comércio. No mercado interno, a situação não muito diferente, já que no início do ano o governo também adotou medidas de contenção para superar a crise externa. Apesar desse movimento, o Estado deverá crescer acima da média brasileira em função dos bons resultados da safra de fumo, arroz e soja.
Os produtos que mais contribuíram para o crescimento do ITAP no acumulado foram agropecuária (14,2%), arroz (29,2%), soja (13,7%) e fumo (45%), no segmento da agricultura. Na indústria de transformação, os resultados positivos foram liderados pelo segmento de máquinas e equipamentos (9,4%), fumo (17,4%), alimentos (4,7%) e veículos automotores (3,5%). Em compensação, metalurgia básica caiu 6,7%, borracha e plástico retraiu 7,3% e calçados e artigos de couro, 3,1%. Serviços tiveram crescimento de 5,3% e comércio 8,5%. Para 2012, o economista prefere não arriscar prognósticos pelas oscilações atuais dos mercados, mas a forte tendência de manutenção da desaceleração das economias.