Economia

Em evento paralelo da Construsul, seminário discute futuro da construção civil após enchentes no RS

Entre os temas abordados por palestrantes estava a industrialização do setor a partir de métodos construtivos modulares e off-site

Seminário ITCON realizado durante Construsul 2024
Seminário ITCON realizado durante Construsul 2024 Foto : Mauro Schaefer

Além dos pavilhões lotados no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta terça-feira para o primeiro dia da 25ª edição da Construsul, outro evento paralelo também reuniu centenas de profissionais da construção civil para debater o futuro da área, principalmente após as enchentes no RS. O 10º Seminário de Inovação e Tecnologia na Construção Civil (Itcon) contou com a participação de palestrantes renomados que destacaram a necessidade de industrialização para moldar o futuro do segmento.

O seminário foi promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do RS (Sinduscon) de Novo Hamburgo e região dos Vales, e realizado no Auditório Claudio Richter. Conforme Anelise Gehlen Luvizon, presidente da entidade em Novo Hamburgo, as enchentes mostraram a urgência de repensar métodos construtivos no Estado.

“Nosso setor tem o papel vital de criar cidades e sociedades que protejam comunidades e minimizem os danos à vida e ao patrimônio em eventos extremos. A inovação e a tecnologia são nossas aliadas nessa missão”, citou Anelise. “O seminário busca abrir novos caminhos para o futuro da nossa indústria. A construção civil enfrenta desafios significativos e é fundamental termos como pilares a inovação, tecnologia e sustentabilidade para respondermos as mudanças econômicas, sociais e ambientais”, completou Rodrigo Weissheimer, presidente do Sinduscon Vales.

Um dos primeiros palestrantes foi Walker Massa, diretor da Cápsula Hub, que abordou o cenário artesanal de construção utilizado atualmente e reforçou a necessidade de repensar a futuro do setor a partir da industrialização. Além disso, ele citou que os projetos precisam explorar a arte. “A gente vê no país uma estagnação do setor da construção. Precisamos de agentes de transformação. Colocar arte em projetos, assim como a modularização, industrializando o processo, é o futuro da construção civil”, acrescentou.

Quem também abordou o tema de modularização foi o arquiteto e responsável técnico da empresa Quick House, Roberto Becker. Ele destacou o potencial de métodos construtivos diferentes da alvenaria tradicional, como o Steel Panel. “É um produto com prazo de construção imbatível. Neste momento de reconstrução, onde as pessoas precisam de casa rapidamente, é preciso utilizar sistemas modulares. A construção tem que seguir por este caminho e tem um mercado imenso para crescer. Tem espaços para todos”, finalizou.

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