Economia

Em recuperação judicial nos EUA, Azul anuncia que encerrará operações em 13 cidades e cortará 53 rotas

Medida da companhia aérea atingirá operações consideradas de menor rentabilidade; lista das cidades ainda não foi anunciada

Em Porto Alegre, voo da Azul marcou a retomada das operações no aeroporto Salgado Filho, em outubro de 2024
Em Porto Alegre, voo da Azul marcou a retomada das operações no aeroporto Salgado Filho, em outubro de 2024 Foto : Camila Cunha / CP Memória

Com processo de recuperação judicial em andamento desde maio deste ano nos Estados Unidos, a Azul Linhas Aéreas anunciou uma redução em suas operações no Brasil. Segundo a companhia aérea, ao menos 13 cidades deixarão de ser atendidas pela empresa, refletindo no corte de 53 rotas consideradas de menor rentabilidade. Entretanto, a lista das cidades com operações encerradas e as rotas afetadas não foram divulgadas pela Azul até o momento.

Veja Também

Ainda de acordo com a companhia, o objetivo é concentrar as atividades nos aeroportos considerados “hubs” da Azul: Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife. Ao todo, a previsão da empresa é que as decolagens diárias reduzam cerca de 10%, passando das atuais 931 operações para 836. Também serão feitas mudanças no serviço de bordo, substituindo refeições por “boxes” para café da manhã e lanches.

A Azul também pretende diminuir sua frota em um terço e ajustar os preços das passagens, com o objetivo de alcançar uma ocupação média de 83% nos voos e aumentar a receita. A companhia está negociando ainda um financiamento de US$ 1,6 bilhão para ajudar a reduzir a dívida atual da empresa, que é de US$ 2 bilhões. O processo de recuperação judicial deve ser concluído entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Confira a nota da companhia:

A Azul informa que, como empresa competitiva, a companhia reavalia constantemente as operações em suas bases, como parte de um processo normal de ajuste de oferta e demanda. Desta forma, a companhia vem promovendo ajustes em sua malha, já anteriormente divulgados, levando em consideração, ainda, uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, até questões de disponibilidade de frota, bem como o seu atual processo de reestruturação. A Azul ressalta que todos os Clientes impactados pelas mudanças receberam a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio