Economia

Em telefonema, Lula e Xi discutem “parceria estratégica bilateral” entre o Brasil e a China

Presidente brasileiro ainda estuda resposta coordenada às tarifas americanas

Presidentes conversaram por telefone nessa segunda-feira
Presidentes conversaram por telefone nessa segunda-feira Foto : Pablo Porciuncula e Nhac Nguyen / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, na noite desta segunda-feira, 11, informou a Secretaria de Comunicação Social (Secom), em nota. A ligação durou cerca de uma hora.

Lula e Xi falaram sobre "a parceria estratégica bilateral" entre o Brasil e a China e "saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países".

Os dois líderes também se comprometeram "a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites", segundo a nota da Secom. "Ambos os presidentes também destacaram sua disposição em continuar identificando novas oportunidades de negócios entre as duas economias."

"A atual conjuntura internacional e os esforços recentes pela paz entre Rússia e Ucrânia" também foram discutidos, de acordo com o comunicado.

O líder chinês ainda informou que enviará "uma delegação de alto nível" à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro. Xi disse que "vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência", segundo a Secom.

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A presidência brasileira informou em um comunicado que a conversa telefônica durou aproximadamente uma hora, durante a qual Lula e Xi discutiram vários temas. "Ambos concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo", acrescenta a nota.

Os presidentes também "comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites", destaca o comunicado divulgado pelo governo brasileiro.

Pequim trabalhou nos últimos anos para ampliar sua influência na América Latina como forma de contrabalançar Washington, historicamente a potência mais influente da região.

Principal parceiro comercial

A China superou os Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil e dois terços dos países latino-americanos aderiram ao megaprojeto de infraestrutura chinês da Nova Rota da Seda (oficialmente Cinturão e Rota).

O Brasil exporta grande quantidade de soja para a China, que, como principal consumidor mundial do produto, depende em grande parte das importações para seu abastecimento.

Trump, no entanto, pretende fomentar uma mudança na forma como a China consegue adquirir o grão, utilizado para a alimentação de gado e a produção de óleo de cozinha.

O presidente americano afirmou no domingo, em uma publicação nas redes sociais, esperar que a China "quadruplique rapidamente seus pedidos de soja". Ele acrescentou que esta seria uma forma de equilibrar o comércio com os Estados Unidos.

Lula fez uma visita de Estado de cinco dias à China em maio, durante a qual declarou em um fórum de cooperação entre Pequim e a América Latina que a região não queria "iniciar uma nova Guerra Fria".

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