Por segmento, os embarques para a Rússia tiveram redução de 1,1% na carne bovina, 50,5% na de frango e 39,4% na suína. No entanto, para outros mercados, houve aumento de 11,5%, 19,9% e 7%, respectivamente.
O embargo a diversas plantas frigoríficas brasileiras foi anunciado em junho de 2011 e desde então os governos russo e brasileiro não conseguiram resolver o problema. Porto acredita que a entrada da Rússia na Organização Mundial e Comércio (OMC), oficializada em 1º de janeiro, pode facilitar as negociações, já que a Rússia será obrigada a seguir regras internacionais.
Até agora, o governo russo vinha exigindo do Brasil, que segue o regulamento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), regras específicas da união aduaneira formada por Bielorússia, Cazaquistão e Rússia.
Países discutem embargo
O Ministério da Agricultura espera receber, ainda nesta semana, um relatório técnico detalhado da missão russa que visitou o Brasil no fim de novembro do ano passado para tentar resolver a questão do embargo. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, já foi pré-agendado um encontro em separado do ministro Mendes Ribeiro Filho com sua correspondente russa no dia 17 de janeiro, em Berlim.
Os ministros estarão na capital alemã para participar da Semana Verde Internacional de Berlim e, caso se confirme, será o primeiro encontro entre os dois. O embargo à carne brasileira foi anunciado pelo governo russo em junho e, desde então, muita desinformação e acusações foram disparadas pelos dois lados.
Porto disse que a Rússia tem tradição de suspender as importações com origem em estabelecimentos de todos os seus fornecedores “ao menor sinal de desacordo com suas regras”. No entanto, com a entrada oficial do país na Organização Mundial do Comércio (OMC) no dia 1º de janeiro, “a expectativa é que siga regras internacionais”, disse Porto à Agência Brasil.