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Após danos com cheia, empreendedores procuram inovar

Fábrica de alfajores Odara foi uma das que precisou se reinventar

Marca de alfajores aposta em trabalho artesanal
Marca de alfajores aposta em trabalho artesanal Foto : Rafael Correa / Divulgação / CP

A enchente registrada em maio do ano passado, paralisou mais de 60% de empresas gaúchas consultadas pela Fiergs após a inundação. No trabalho de reconstrução, a maioria delas precisou se reinventar, como a fábrica de alfajores Odara. Por causa das chuvas, a produção ficou parada por dois meses e resultou em um prejuízo de cerca de R$ 3 milhões. Apesar disso, a marca de Porto Alegre conseguiu um crescimento de 19% no faturamento em 2024 e projeta uma alta de mais de 60%, alcançando R$ 30 milhões, em 2025.

Dentre as estratégias compartilhadas pelo diretor comercial e fundador da empresa, Jeison Scheid, está a inovação. “Nosso compromisso é sempre inovar e surpreender os consumidores, mantendo a qualidade e o sabor que nos tornaram referência no mercado”, disse. Um dos diferenciais é que parte da produção ainda é artesanal. São utilizadas máquinas, mas há trabalho manual em partes do processo.

Scheid iniciou o projeto em 2013, quando morava em Santa Catarina, vendendo na beira da praia da Ferrugem. Depois disso, conheceu seu atual sócio, Kauê Bohrer, com quem deu início à profissionalização da marca, que tem fábrica no bairro Sarandi, em Porto Alegre, e comercializa para outros estados.

Hoje a unidade permite produzir 10 mil alfajores por hora e o catálogo conta sabores clássicos, recheados com doce de leite e uma linha de crocantes, com diferença na textura da bolacha e nos recheios de avelã, paçoca e leite em pó.

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