O processo de transição de carreira tem se tornado cada vez mais comum entre os profissionais. A professora de literatura e escrita criativa Juliana Grünhäuser, conhecida como Nana Haus, trocou as salas de aula pelo ateliê de arte há cerca de 8 anos. Ela teve contato com a técnica da aquarela quando decidiu que faria a capa do livro que produziu como parte de seu doutorado. Após alguns anos trabalhando com encomendas de desenhos, a aquarelista decidiu se dedicar exclusivamente à arte e a um empreendimento em que pudesse ensinar o que sabia.
Ela explica que se organizou financeiramente para fazer a transição, que demorou aproximadamente um ano. Com seu ateliê no Vila Flores, ela oferece aulas de aquarela para turmas de no máximo dez pessoas. “Pintar é um trabalho muito solitário, então eu acho que as aulas compensam um pouco isso também, porque eu convivo com gente”, explica.
Nana divide os cursos em três modalidades: “Não sei nem o que estamos fazendo aqui”, para quem quer ter uma experiência nova e o primeiro contato com a aquarela; “Futuros picassos da aquarela”, para quem busca se aprofundar na técnica ou desenvolver um projeto pessoal; e “O tédio tomou conta da minha equipe”, um workshop de criatividade voltado para empresas com atividades de desenho pintura e escrita a depender das necessidades e perfil do grupo. Em todos os casos, ela oferece o material usado durante a aula, para que os alunos possam testar.
Comunidade de empresários auxilia
A empreendedora Nana Haus considera que ganhou mais exposição quando começou a ocupar um espaço no centro cultural Vila Flores. “Circula mais gente interessante por aqui. Às vezes tu não vai necessariamente vender alguma coisa, mas as pessoas vem aqui te conhecer.”
Além da visibilidade, a associação também tem profissionais de diversas áreas disponíveis para auxiliar os empreendedores. “A gente é empresário da gente mesmo, eu mesma tenho que me divulgar. Então quando tem essa ajuda faz muita diferença. Durante muito tempo eu fiz isso sozinha e aqui eu sou muito bem assessorada. É um centro comercial com muitos outros benefícios, porque também é um centro cultural”, complementa.
*Com supervisão da jornalista Karina Reif