Amigas de longa data, Bruna Ayres Severo e Amanda Cerioli tinham o costume de conversar sobre o trabalho e experiências profissionais. Apesar de formadas em áreas diferentes - Bruna em moda e Amanda em publicidade -, as duas sempre trabalharam no meio corporativo. Com a virada do ano, também veio a vontade de tirar do papel uma ideia pensada em dupla ainda em 2022 e entrar no mundo do empreendedorismo. “Na verdade, o projeto foi uma resolução de ano novo”, explica Amanda. As duas resolveram, em 2025, explorar uma vontade já existente de tentar algo no setor das experiências.
Assim surgiu o Pinta, apresentado por elas como uma comunidade de artistas em ascensão. Com o propósito de unir pessoas e bares por meio da arte, o evento oferece a experiência de se aventurar na pintura em um bar, aproveitando a companhia dos outros participantes e os drinks do local. A ideia é proporcionar momentos únicos e inesquecíveis como forma de fugir da rotina. O ingresso dá direito a uma tela - para pintar e depois levar para casa - e um vale bebida. Além disso, elas disponibilizam pincéis e tintas para utilização durante o evento.
A inspiração veio de um modelo que já existe, mas que as duas ainda não tinham encontrado em Porto Alegre, o “paint and sip”. A atividade consiste em pintar (geralmente uma tela), enquanto se aprecia bebidas e petiscos em um bar ou restaurante, com a orientação de um artista. O Pinta tem o diferencial de ser mais livre, sem a presença de um profissional guiando o processo. “Eu acho importante ressaltar que nós também não somos artistas profissionais, apenas duas pessoas que veem a arte como uma forma de se expressar”, comenta Bruna.
Público Alvo
O público alvo é qualquer pessoa que queira ter uma experiência diferente, explorar a sua criatividade e se divertir no processo, não é necessário ser artista ou já ter alguma prática com pintura. As duas inclusive explicam que o evento não é uma oficina, ninguém vai estar ensinando e nem dizendo o que os participantes devem pintar. Para Bruna, o ambiente descontraído de um bar também favorece a criação de conexões entre as pessoas e faz com que o evento seja mais convidativo até para quem pretende ir sozinho. A parceria ainda leva pessoas a conhecerem lugares novos e contribui para o movimento nos estabelecimentos.
Até o momento, apenas um evento piloto foi realizado no início de abril. Apesar de elas estarem sozinhas na idealização e realização do Pinta, Amanda relata que elas possuem uma rede de apoio muito forte. Esta primeira edição contou com a presença somente de amigos e familiares, que depois tiveram espaço para dar o primeiro feedback e apontar mudanças que pudessem ser feitas.
Com mais três datas definidas para o mês de maio e todos os ingressos esgotados, o Pinta já está sendo cada vez mais procurado. Para os eventos dos dias 15 e 22 de maio, as vagas duraram poucas horas. “No planejamento a gente estabeleceu metas, definiu o que deveria ser feito até determinadas datas, mas tudo aconteceu muito mais rápido do que a gente esperava”, comenta Amanda.
O futuro do Pinta ainda é incerto, mas cheio de possibilidades. “Nosso objetivo é se tornar referência em proporcionar experiências únicas e marcantes”, explica Amanda. A ideia também é, com o tempo, expandir o projeto para eventos particulares ou corporativos.
Quanto à parceria com os bares, Bruna explica que a ideia é que o evento seja itinerante, percorrendo diferentes bares e regiões da cidade, mas que uma colaboração fixa não é descartada. Segundo elas, vários bares têm se mostrado muito abertos para receber o Pinta, e o comprometimento dos proprietários também é um fator que pesa na hora de escolher os parceiros. “No lugar onde a gente fez a primeira edição foi muito legal. Dava pra ver que eles queriam ver aquilo acontecer tanto quanto a gente”, conta Amanda.
A venda das entradas acontece apenas pelo Instagram (@pintapoa), onde também é feita toda a divulgação. Cada data abre com cerca de 30 vagas e mais informações sobre os ingressos estão disponíveis no perfil do evento. Novas edições devem ser anunciadas ainda este mês.
*Sob supervisão da jornalista Karina Reif