Empresária da área do turismo mostra como enfrentar a crise do setor no RS

Empresária da área do turismo mostra como enfrentar a crise do setor no RS

Aidê Stürmer já passou por outros desafios e analisa que a agilidade na tomada de decisão é fundamental

Karina Reif

Dona de agência observa semelhança com problemas durante a pandemia

publicidade

Um dos setores econômicos mais afetados pelas cheias no RS é o de turismo. Com a interrupção de rodovias, terminais alagados e cidades inacessíveis, quem trabalha nesta área está precisando se reinventar. “O principal desafio é se adaptar às restrições que o momento impõe: aeroporto fechado, estradas bloqueadas, cidades com acesso limitado de um lado e de outro companhias aéreas que não estão facilitando muito as remarcações”, analisa a empresária Aidê Stürmer.

Esta não é a primeira dificuldade enfrentada na gestão da agência Paralelo 30 Viagens e Turismo, criada em 1999. O caso da pandemia também pegou de surpresa a empresa e tantas outras na área. “De uma hora para outra, não tínhamos produto para vender, o turismo foi uma das áreas mais impactadas. Tive que fazer cortes e tomar ações rapidamente, o que foi fundamental para a saúde da empresa na época”, conta.

Dessa vez, Aidê diz que também foi preciso agir rápido e encontrar alternativas para que todos possam manter seus planos de viagem com segurança. “São situações imprevisíveis, que nos pegam de surpresa. Não tem como se preparar para uma catástrofe, ninguém imaginaria que isto fosse acontecer, mas, como empresária, eu sei que nestas horas é preciso de agilidade e foco na tomada de decisões”, ressalta.

Experiência em se reinventar

A empreendedora, porém, já tem experiência em reinventar a empresa e isso, segundo ela, deve ajudar. A partir do segundo ano de implantação da agência, os clientes começaram a comprar passagens on-line e o mercado mudou completamente. “Minha empresa nasceu tendo que se reinventar. Isto já faz parte do nosso DNA. Posso dizer que são várias empresas dentro da mesma nestes 25 anos, vários modelos de negócio que fomos alterando para se adaptar às novidades do mercado”, avalia.

Para ela, não adianta forçar as pessoas a comprarem pela agência e não pela internet, se é mais fácil e rápido comprar on-line. “Ao invés disto, temos que oferecer algo que tenha relevância para quem está comprando”, afirma.

Quando começou, a estrutura era muito pequena, sem funcionários. A ideia inicial era trabalhar somente com roteiros para destinos religiosos. “Atualmente nossa operação abrange o mundo todo. Oferecemos roteiros em pequenos grupos para quem não sente segurança de viajar sozinho e não quer depender de amigos, que muitas vezes não tem a mesma disponibilidade. Nossos roteiros são exclusivos e incluem experiências únicas em cada destino.” Para superar qualquer imprevisto, Aidê analisa que o importante é não ter medo da mudança e estar sempre atento às demandas do mercado.


Empresa familiar do RS ganha título de vinícola do ano

Vita Eterna de Pinto Bandeira usa processo artesanal para produzir

Mais Lidas





Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895