Economia

Emprego na indústria gaúcha cai 1,9% em um ano, revela IBGE

Taxa está bem acima da média nacional, que aponta queda de 0,8% no período

O emprego na indústria do Rio Grande do Sul teve recuo de 1,9% em maio de 2013 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Trata-se da terceira maior queda registrada no País, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira.

Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, a região Nordeste, que registrou queda de 3,2% no emprego industrial, exerceu o principal impacto sobre a taxa em maio de 2013. Também teve destaques o resultados de São Paulo (-0,7%), além do Rio Grande do Sul.

Os números negativos do Estado estão acima da média nacional. No Brasil, a queda do pessoal ocupado na indústria foi de 0,5% em maio ante abril e 0,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo o IBGE, esse foi o recuo mais intenso desde dezembro de 2009, que apontou 0,6%.

Já no acumulado dos cinco primeiros meses de 2013, a queda no número de empregados no setor no Estado é de 2,5%, até maio, também em relação ao mesmo período de 2012, conforme o IBGE. Os dados gaúchos novamente estão abaixo da média nacional, que também aponta recuo, mas de 0,8%.

Setores e horas pagas

Entre os 18 setores industriais pesquisados no Brasil, nove tiveram queda no pessoal ocupado, na comparação de maio deste ano com o mesmo período do ano passado. As principais atividades responsáveis foram a de calçados e couro (-6,5%), a de máquinas e equipamentos (-3,3%), outros produtos da indústria de transformação (-4,4%), a de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,5%) e a de vestuário (-2,5%).

Setores como alimentos e bebidas, com aumento de 2,4% no emprego, e borracha e plástico, com alta de 2,7%, evitaram uma redução maior do indicador de maio de 2012 para maio deste ano.

As horas pagas também tiveram queda: No Brasil foi de -0,1% em relação a maio de 2012. No RIo Grande do Sul foi ainda mais expressiva, com -2,6%.

Por outro lado, no entanto, de acordo com a pesquisa do IBGE, houve aumentos da folha de pagamento real de 5,8% na média nacional, na comparação com maio de 2012. No Estado também houve alta nesse quesito, de 2,5%.

Com informações da Agência Brasil

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