Economia

Emprego na indústria gaúcha cai 2,3% em 2013, revela IBGE

Na comparação com agosto de 2012, queda no Rio Grande do Sul é de 1,8%

Desde o início de 2013, o emprego na indústria do Rio Grande do Sul teve recuo de 2,3% até agosto, informou uma pesquisa do do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Trata-se da segunda maior queda registrada no País, atrás da região Nordeste, que teve baixa de -4,4% desde janeiro.

O resultado negativo ainda é bem inferior à média nacional. Conforme o IBGE, o emprego industrial teve recuo de 0,8%, com taxas negativas em 11 dos 14 locais e em 11 dos 18 setores investigados.

Atrás do Rio Grande do Su, tiveram destaques negativos os resultados de Pernambuco (-7,3%), Bahia (-5,5%) e São Paulo (-0,4%). Já Santa Catarina (1,0%) e Paraná (0,7%) exerceram as pressões positivas mais importantes no acumulado dos oito meses do ano.

Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de calçados e couro (-5,3%), vestuário (-3,3%), outros produtos da indústria de transformação (-4,1%), produtos têxteis (-3,8%), máquinas e equipamentos (-1,9%) e madeira (-5,1%), enquanto os setores de alimentos e bebidas (1,7%) e de borracha e plástico (3,0%) responderam pelas principais influências positivas.

Queda de 1,8% na comparação com agosto de 2012


Já no confronto com agosto de 2012, o emprego industrial no Rio Grande do Sul também tem números negativos, com queda de 1,8%. No Brasil, o recuo foi de 1,3%, com redução no contingente de trabalhadores em 13 dos 14 locais pesquisados.

O principal impacto negativo também ocorreu na região Nordeste, com baixa de -4,9%, pressionado pelas taxas negativas em 14 dos 18 setores investigados, destacando-se os setores de alimentos e bebidas (-5,8%), calçados e couro (-8,0%), minerais não-metálicos (-7,4%), vestuário (-4,0%), refino de petróleo e produção de álcool (-12,8%), produtos têxteis (-5,1%), indústrias extrativas (-7,9%), produtos de metal (-6,6%), borracha e plástico (-3,8%) e máquinas e equipamentos (-5,2%).

Além do Rio Grande do Sul, São Paulo (-0,9%), Bahia (-7,0%), Pernambuco (-6,8%) e Minas Gerais (-1,1%) também tiveram taxas negativas. Santa Catarina, com avanço de 0,9%, foi a contribuição positiva mais relevante sobre o emprego industrial do país, impulsionado pelos setores de produtos de metal (9,3%), borracha e plástico (5,4%), máquinas e equipamentos (3,3%), alimentos e bebidas (1,2%) e meios de transporte (7,5%).

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